Na manhã desta quinta-feira (30), o programa Primeira Hora recebeu a especialista Dra. Luciana Pereira da Costa para uma entrevista sobre os impactos imediatos da reforma tributária no setor produtivo. Durante a conversa na Rádio Acústica FM, a convidada alertou que o processo de transição do sistema fiscal já está em andamento e exige adequações urgentes das empresas a partir do início de agosto, a começar pelo novo formato do CNPJ, que passará a conter letras e números, e pela implementação da alíquota teste de 1% para o IBS e CBS.

Gestão multidisciplinar, auditoria interna e fiscalização por IA
Ao detalhar a complexidade do novo cenário fiscal, a especialista ressaltou que a conformidade tributária deixou de ser uma tarefa exclusiva dos departamentos de contabilidade ou jurídicos. A convidada defendeu o trabalho conjunto com os profissionais de Tecnologia da Informação (TI), responsáveis por programar os sistemas digitais das empresas sem possuírem a obrigação de dominar regras fiscais. Além disso, a Dra. Luciana destacou o avanço tecnológico do Fisco na fiscalização das movimentações financeiras. “A Receita está cada vez mais usando a tecnologia, inteligência artificial cruzando dados e eles estão de olho nisso”, pontuou a Dra. Luciana.
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Recuperação de créditos tributários
Apesar dos desafios de adaptação, a convidada apontou que a revisão criteriosa dos tributos recolhidos no passado pode trazer oportunidades financeiras valiosas para o setor empresarial. A auditoria na escrituração pode identificar pagamentos indevidos em impostos como PIS e COFINS sobre insumos, gerando a recuperação de valores que fortalecem o planejamento financeiro das organizações. Luciana advertiu, contudo, que a nova sistemática exige regularidade de toda a cadeia de suprimentos, já que a pendência de um parceiro comercial pode travar a concessão de incentivos de outros integrantes da rede.
Projeções para 2026 e 2027
Encerrando sua participação no Primeira Hora, a Dra. Luciana reforçou a urgência de realizar simulações de preços e projeções de margem de lucro para o segundo semestre de 2026 e para o ano de 2027, prevenindo prejuízos com o aumento gradual das alíquotas. A advogada alertou que a preparação iniciada neste mês de agosto é fundamental para suavizar o impacto das novas exigências que entrarão em vigor no início do próximo ano.




