A Ecovias Sul libera, às 13h desta quarta-feira (28), a segunda ponte construída na BR-116, no km 502, sobre o arroio Contagem, em Pelotas. A entrega ocorre antes do prazo previsto, inicialmente fevereiro, e integra um conjunto de obras no Polo Rodoviário de Pelotas.

A nova estrutura faz parte de um pacote de três pontes reconstruídas no trecho entre Pelotas e São Lourenço do Sul. O investimento total supera R$ 42 milhões e foi definido após estudos técnicos indicarem que as pontes antigas não tinham vazão hidráulica suficiente para períodos de cheia, o que aumentava o risco de alagamentos e interrupções no tráfego.
Segundo a Ecovias Sul, as novas pontes foram projetadas com base em modelagem hidrológica atualizada, que considera séries históricas e projeções climáticas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), referência internacional em estudos sobre mudanças do clima.
Novo padrão de engenharia em rodovias federais
O diretor-superintendente da Ecovias Sul, Miquéias Neuenfeld, afirma que a entrega antecipada reflete a eficiência do planejamento e a relevância técnica da intervenção. De acordo com ele, a reconstrução estabelece um novo padrão de engenharia em infraestrutura rodoviária federal, ao integrar segurança viária, desempenho estrutural e sustentabilidade.
Já o coordenador de Obras da concessionária, Márcio Joaquim, destaca que as intervenções respondem diretamente aos eventos climáticos extremos registrados recentemente na região. Segundo ele, o objetivo é garantir a fluidez do tráfego mesmo em cenários severos, reduzindo riscos de alagamentos, danos à pista e bloqueios prolongados.
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Terceira ponte deve ser entregue nas próximas semanas
Com a segunda estrutura em operação, a BR-116 se aproxima da configuração definitiva no trecho afetado pelas obras. A previsão da Ecovias Sul é concluir a terceira ponte nas próximas semanas, encerrando o conjunto de intervenções planejadas para o segmento entre Pelotas e São Lourenço do Sul.
Engenharia de baixo impacto ambiental
A reconstrução das pontes também adotou práticas de engenharia com menor impacto ambiental. Segundo a concessionária, 100% do concreto das estruturas antigas foi triturado e reaproveitado nos aterros das novas pontes. Todo o aço removido foi encaminhado para reciclagem.
Essas medidas reduziram a necessidade de extração de novos insumos, diminuíram o transporte de materiais e contribuíram para a redução das emissões de gases de efeito estufa associadas à obra.
A proteção da vegetação e da fauna local integrou o planejamento da intervenção. Após a emissão das licenças ambientais, em 2025, foram transplantadas 49 árvores nativas, realocadas para áreas próximas. O procedimento seguiu técnicas específicas para garantir a adaptação e a sobrevivência das espécies.



