A Ecovias Sul anunciou que está disposta a manter a operação do Polo Rodoviário Pelotas por meio de um contrato temporário até a realização do novo leilão de concessão das rodovias BR-116 e BR-392. A medida visa garantir a continuidade dos serviços essenciais e uma redução da tarifa de pedágio enquanto o processo licitatório não é concluído.

Caso o Governo Federal aprove a prorrogação, o valor atual do pedágio, R$ 19,60, poderá ser reduzido para R$ 9, a partir de 4 de março. O Tribunal de Contas da União (TCU) já se manifestou favoravelmente à medida, desde que não haja aumento nos preços.
Os pedágios operados pela Ecovias Sul são considerados os mais caros do país em rodovias federais.
Continuidade de serviços essenciais
A manutenção da operação pela Ecovias Sul garantiria:
- Atendimento médico imediato a mais de 2 mil pessoas por ano, com sete ambulâncias 24 horas;
- Socorro mecânico a cerca de 9 mil motoristas anualmente;
- Monitoramento permanente das rodovias;
- Manutenção de 457,3 km de pavimento, sinalização, iluminação e estruturas como pontes, viadutos e encostas.
Impacto econômico e empregos
O contrato temporário preservaria 640 empregos diretos e aproximadamente 5 mil indiretos. Também manteria o repasse de ISS a 14 municípios da região, que em 2024 somou cerca de R$ 30 milhões para investimentos em saúde, educação e infraestrutura.
Histórico e próximos passos
O contrato original da Ecovias Sul teve início em 1998 e foi prorrogado em 2000, abrangendo cinco praças de pedágio no trecho entre Camaquã e Jaguarão (BR-116) e Rio Grande e Santana da Boa Vista (BR-392).
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O pedido de prorrogação, feito pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e enviado ao Ministério dos Transportes, aguarda decisão do ministro Renan Filho. Enquanto isso, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) prepara edital para contratação de empresas responsáveis pela manutenção do trecho de 457 km, com lançamento previsto para outubro.
Ecovias Sul se dispõe a manter operação de pedágios até novo leilão
Em nota, a concessionária reforça que está pronta para operar pelo tempo necessário dentro da base legal de contratos de até 24 meses, garantindo atendimento e conservação das rodovias até a entrada em operação da futura concessionária vencedora do leilão.
Leia a nota na íntegra:
A Ecovias Sul informa que está apta e disposta a manter a operação do Polo Rodoviário Pelotas até a realização do leilão da nova concessão, caso essa seja a decisão do Ministério dos Transportes. A concessionária já comunicou formalmente ao Governo Federal seu interesse em firmar um contrato temporário de transição — o chamado “contrato-tampão” — para assegurar a gestão das rodovias BR-116 e BR-392.
A medida prevê ainda a aplicação de uma nova tarifa, significativamente inferior à atual, até a conclusão do processo licitatório. Se o governo entender que a região não pode ficar sem os nossos serviços, a Concessionária está pronta para continuar operando pelo tempo que for necessário, dentro da base legal que permite contratos de até 24 meses.
A manutenção da operação garantiria a continuidade de serviços essenciais que hoje fazem diferença na rotina de milhares de usuários: atendimento médico imediato a mais de 2 mil pessoas por ano, com sete ambulâncias disponíveis 24 horas; socorro mecânico para cerca de 9 mil motoristas anualmente; monitoramento permanente das rodovias; e manutenção de 457,3 quilômetros de pavimento, sinalização, iluminação e estruturas como pontes, viadutos e encostas.
O contrato de transição preservaria ainda 640 empregos diretos e aproximadamente 5 mil indiretos, além do repasse de ISS a 14 municípios da região — que, em 2024, somou quase R$ 30 milhões destinados a investimentos em saúde, educação e infraestrutura.
Com estrutura operacional consolidada e equipes preparadas, a Ecovias Sul reafirma seu compromisso de garantir que a população não fique sem atendimento e que as rodovias mantenham o atual padrão de segurança e conservação até a entrada em operação da futura concessionária vencedora do novo leilão.



