Em uma movimentação que altera drasticamente o tabuleiro político gaúcho, o Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, nesta quinta-feira (16), uma decisão sem precedentes: a legenda não terá candidato próprio ao Governo do Estado nas eleições de 2026. O ex-deputado Edegar Pretto foi anunciado como pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Juliana Brizola (PDT).

A ordem que veio de Brasília
A aliança, que une os legados de Brizola e Lula, não foi construída por acaso. A adesão de Pretto à chapa pedetista atende a uma estratégia direta do diretório nacional do PT e a um pedido pessoal do presidente Lula. O objetivo central é consolidar um palanque único e forte na região Sul, focando na reeleição presidencial e evitando a fragmentação do campo progressista.
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Esta é a primeira vez na história que o PT abdica de lançar um nome para disputar o comando do Rio Grande do Sul. Em 2022, a força da sigla ficou clara quando Edegar Pretto quase chegou ao segundo turno, ficando a apenas 2.491 votos de Eduardo Leite.
O “Sacrifício” pelo projeto nacional
Em carta aberta divulgada à militância e à imprensa, Pretto detalhou que a decisão foi fruto de intensas rodadas de conversas com movimentos sociais e lideranças partidárias. Ele rechaçou as críticas de que o Estado estaria sendo tratado como “secundário” pelo PT nacional.
“Assumo este compromisso para garantir que a candidatura do PDT tenha densidade política e expresse, de forma clara, o compromisso com o campo progressista”, declarou Pretto no documento.
Aliança progressista ampla
Além de PT e PDT, outros seis partidos de esquerda participaram do encontro que selou a união na capital gaúcha. A coalizão acredita que, ao unir o “voto petista” à herança política de Juliana Brizola, a chapa se torna a principal força de oposição aos modelos de centro-direita que governam o estado atualmente.



