As eleições deste domingo (4) estabeleceram um recorde na presença feminina no Senado. Ao todo, 12 mulheres foram eleitas entre as 54 vagas em disputa, o maior número de senadoras escolhidas em um único pleito desde a redemocratização. O recorde anterior havia sido registrado em 2002, quando oito mulheres conquistaram cadeiras na Casa. As novas senadoras assumirão os mandatos em fevereiro de 2027.

Mulheres irão assumir a partir de fevereiro
Com as eleitas, o Senado deverá ter 18 mulheres na próxima legislatura, considerando também as seis que já possuem mandato até 2031. O grupo representará 22,2% das 81 cadeiras da Casa. Entre as novas senadoras estão Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, pelo Distrito Federal; Carol de Toni (PL), por Santa Catarina; Marília Campos (PT), por Minas Gerais; Marília Arraes (PDT), por Pernambuco; e Luizianne (Rede), pelo Ceará.
Também foram eleitas Mara Rocha (Republicanos), pelo Acre; Marina JHC (PSDB), por Alagoas; Rayssa Furlan (Podemos), pelo Amapá; Gracinha Caiado (União), por Goiás; Samanda de Lula (PT), pelo Rio Grande do Norte; e Teresa Surita (MDB), por Roraima. O Distrito Federal terá uma composição inédita no Senado: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ocuparão as duas vagas em disputa e se juntarão a Damares Alves (Republicanos), formando a primeira bancada estadual composta exclusivamente por mulheres.
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A eleição também modificou a composição entre as senadoras que encerram o mandato. Daniella Ribeiro (PP-PB) não disputou a reeleição, enquanto Mara Gabrilli (PSD-SP) concorreu à Câmara dos Deputados e não foi eleita. Entre as candidatas à permanência no Senado, Leila Barros (PDT-DF) e Zenaide Maia (PSD-RN) foram derrotadas por outras mulheres. Soraya Thronicke (PSB-MS) e Eliziane Gama (PT-MA) perderam as disputas para candidatos homens.



