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Eleições 2026: idosos já somam quase um terço do eleitorado no RS

Contingente de votantes com 60 anos ou mais subiu 84%

Dentro deste período de Eleições 2026, o Rio Grande do Sul consolidou-se como o Estado com a maior proporção de eleitores idosos do Brasil. Em 16 anos, o contingente de votantes com 60 anos ou mais saltou de 1,3 milhão para 2,4 milhões, um crescimento de 84,6%. Hoje, esse grupo representa 27,7% do total de pessoas aptas a votar em solo gaúcho, superando a média das demais unidades da federação, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Eleições 2026: idosos já somam quase um terço do eleitorado no RS
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Expectativa para as Eleições 2026 é de aumento ainda maior de idosos nas urnas

A tendência de envelhecimento das urnas deve se intensificar no curto prazo. Estimativas da consultoria Nexus indicam que, nas eleições de 2026, os idosos representarão 29,3% do eleitorado local. O fenômeno ocorre em paralelo ao encolhimento da base jovem: o número de eleitores entre 18 e 24 anos recuou 24,7% no mesmo período, caindo para pouco mais de 800 mil pessoas.

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Especialistas apontam que o peso desse grupo exige mudanças nas estratégias de campanha. Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, ouvido em uma reportagem de GZH, candidatos precisarão priorizar pautas como saúde, previdência e assistência social. Ele destaca que o eleitor sênior é mais experiente e mantém um engajamento cívico elevado, o que se torna decisivo em cenários de forte polarização política.

O engajamento é comprovado pela queda nos índices de abstenção entre os mais velhos. Enquanto a média nacional de faltas às urnas cresceu, o desinteresse entre idosos diminuiu, passando de 37,1% em 2014 para 34,5% em 2022. No Rio Grande do Sul, o índice de comparecimento na faixa dos 60 aos 69 anos chega a 89,5%, o mais alto do País.

Escolaridade pode influenciar nas Eleições 2026

Fatores como maior escolaridade e a tradição política gaúcha explicam a mobilização. Patrícia Krieger Grossi, professora da PUCRS e especialista em gerontologia — estudo do envelhecimento sob aspectos sociais e biológicos —, afirma que o voto combate o isolamento social. Segundo ela, ao participar das decisões coletivas, o idoso reforça seu papel de cidadão e sente-se valorizado pela sociedade.

Apesar da presença marcante, barreiras como o preconceito por idade, o idadismo, ainda persistem no debate público. Karen Garcia de Farias, consultora em longevidade, avalia que muitos políticos que se preparam apara as Eleições 2026, mantêm uma visão limitada e assistencialista sobre a terceira idade. Para ela, é fundamental que o poder público enxergue o potencial desse grupo para além de pautas de vulnerabilidade.

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