Uma técnica de enfermagem foi presa sob a acusação de tentar sequestrar uma recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, no Piauí. O crime ocorreu no último domingo, dia 12, quando Auricélia Rocha, funcionária da unidade há dois anos, usou o pretexto de realizar exames médicos na criança para retirá-la do quarto. Câmeras de segurança do hospital registraram toda a movimentação da suspeita no corredor, que estava de folga no dia do ocorrido.

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Tia do bebê impediu a ação da enfermeira
A ação foi interrompida por Daniela Beatriz, tia da criança, que suspeitou do comportamento da funcionária após ela entrar em um banheiro com o bebê e sair do local vestindo outra roupa e carregando apenas uma bolsa preta. Ao revistar o acessório, Daniela encontrou a sobrinha escondida em seu interior e pediu ajuda aos seguranças. A mãe da menina, uma adolescente de 14 anos que viajou do interior do Estado para dar à luz na capital, passa bem após o susto.
A direção da maternidade informou que possui sistemas modernos de vigilância, como reconhecimento facial e controle de acesso por senhas, e que a segurança do local não falhou, pois o crime foi evitado internamente. Como a notificação à polícia não ocorreu de forma imediata, não houve prisão em flagrante. A suspeita foi internada por familiares em uma clínica psiquiátrica logo após o episódio, mas a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva cumprido assim que ela recebeu alta médica.
Durante a vistoria na residência de Auricélia, os investigadores da Polícia Civil encontraram um quarto totalmente equipado para receber um bebê, abastecido com berço, roupas e fraldas. Parentes relataram à polícia que acreditavam na gestação da suspeita, embora ela nunca tenha apresentado comprovantes médicos. Em depoimento oficial, a técnica de enfermagem optou por permanecer em silêncio e não respondeu aos questionamentos dos policiais.
A defesa da acusada alega que ela apresenta sintomas de esquizofrenia, faz uso contínuo de medicamentos controlados e possui limitações para compreender a gravidade das suas atitudes. No entanto, a delegacia responsável pelo caso descarta a tese de insanidade mental que possa isentá-la de punição criminal. A linha de investigação aponta que a profissional planejou o crime e agiu sozinha, sem a ajuda de terceiros ou cúmplices na unidade hospitalar.




