Um sistema inovador de geração de energia elétrica a partir de algas alimentadas com cascas de arroz foi apresentado pelo engenheiro elétrico Leandro Arisi na Arena Startups do Camaquã Summit 2025, em Camaquã. A proposta integra sustentabilidade e tecnologia, com potencial de aplicação tanto na agricultura quanto em veículos elétricos.

O processo utiliza uma enzima derivada da casca do arroz para nutrir as algas, que têm dupla função: capturar dióxido de carbono (CO₂) e liberar oxigênio enquanto produzem energia elétrica. Embora a produção inicial seja de pequena escala, o projeto aposta na evolução gradual da tecnologia, com inspiração em trajetórias bem-sucedidas de fontes renováveis hoje amplamente utilizadas.
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Projeto está em prática em Tapes e pode evoluir em Camaquã
A iniciativa já está sendo aplicada no município de Tapes, onde agricultores familiares colaboram na fase experimental. As cascas de arroz são utilizadas para alimentar as algas em cápsulas específicas, e o material biológico residual é transformado em adubo orgânico. O modelo cria um ciclo sustentável que reaproveita subprodutos agrícolas e reduz impactos ambientais.
O projeto foi um dos destaques da Batalha de Startups do Camaquã Summit 2025, evento que reuniu empreendedores e investidores interessados em soluções de energia e sustentabilidade.
Conexão entre energia e mobilidade elétrica
Paralelamente, a SISMU Tech, empresa liderada por Arisi, desenvolve um sistema que une produção de energia renovável e mobilidade urbana sustentável. A proposta inclui um aplicativo em fase final de desenvolvimento que permitirá utilizar créditos de energia limpa como forma de pagamento em corridas de táxis elétricos.
O plano prevê o lançamento do serviço em Porto Alegre, com o objetivo de substituir gradualmente a frota de táxis por veículos movidos a energia renovável. Usuários que geram energia em casa, por meio de sistemas solares ou do próprio projeto com algas, poderão usar o excedente energético como crédito no aplicativo.
Sustentabilidade e inovação integrada
Os projetos desenvolvidos por Leandro Arisi demonstram a viabilidade de integrar resíduos agrícolas, biotecnologia e energias renováveis em um mesmo sistema produtivo. A proposta contribui para a redução de emissões de carbono, o reaproveitamento de resíduos e o incentivo à mobilidade elétrica, alinhando-se às metas globais de transição energética.
A combinação entre ciência e inovação aplicada no campo reforça o potencial da Costa Doce gaúcha como polo de desenvolvimento sustentável, com impacto direto sobre a economia regional e o meio ambiente.




