saúde masculina

Curvatura peniana e dor: entenda os sinais da Doença de Peyronie

Dr. Rafael Fraga detalha como a patologia adquirida afeta homens a partir dos 40 anos e destaca os exames necessários para o diagnóstico

Na manhã desta terça-feira (25), o programa Primeira Hora abordou a saúde sexual masculina e a importância do diagnóstico precoce ao receber o urologista Dr. Rafael Fraga na Rádio Acústica FM. Durante a conversa, o médico detalhou a Doença de Peyronie, condição adquirida que atinge cerca de 3% dos homens e costuma ser identificada a partir dos 40 anos devido ao acúmulo de lesões ao longo da vida. O especialista explicou que o problema é desencadeado por um processo inflamatório exagerado após microtraumas e pequenas hemorragias durante a atividade sexual em pacientes geneticamente predispostos.

Curvatura peniana e dor: entenda os sinais da Doença de Peyronie
Foto: Ilustrativa

Sintomas, dores intensas e a busca pelo diagnóstico preciso

Além da deformidade visível, a presença de nódulos endurecidos pode provocar dores intensas, principalmente durante a ereção, o que impede a penetração e gera forte impacto psicológico. Dr. Rafael Fraga relatou que muitos homens chegam assustados ao consultório com o medo de que o nódulo palpair seja um sinal de câncer, reforçando a importância da consulta médica para tranquilizar o paciente e definir o diagnóstico correto. A confirmação da doença e a avaliação da extensão da fibrose são feitas por meio de exames de imagem específicos, como o raio-X simples, a ressonância magnética e a ecografia peniana, instrumento fundamental para medir o tamanho exato da placa e auxiliar na programação de condutas terapêuticas.

Abordagem clínica, medicamentos e restrições cirúrgicas

Ao detalhar as etapas de tratamento, o especialista enfatizou que a intervenção médica varia de acordo com a fase de evolução do quadro e o nível de dor relatado pelo paciente. Na fase inicial, em que o processo inflamatório ainda está ativo e a dor persiste, o tratamento recomendado é estritamente clínico e medicamentoso para conter o avanço das lesões. Dr. Fraga fez um alerta rigoroso sobre o momento adequado para eventuais procedimentos invasivos no pênis. “Nunca se deve realizar cirurgia enquanto houver dor no paciente”, destacou o urologista, pontuando que a indicação cirúrgica só deve ser considerada após um período mínimo de 12 meses de estabilização do desvio e término das queixas dolorosas.

Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!

Técnicas cirúrgicas e o reestabelecimento da função sexual

Dr. Rafael Fraga explicou as opções cirúrgicas disponíveis para casos graves em que a curvatura impede o ato sexual de forma definitiva. A primeira técnica envolve a realização de enxerto, retirando-se a placa fibrosa para substituí-la pela fáscia do músculo reto abdominal do próprio paciente — procedimento muito procurado por manter as dimensões do órgão, embora exija acompanhamento contra possíveis retrações. Como alternativa, a plicatura de Nesbit encurta o lado saudável para alinhar a curvatura, sendo uma opção mais simples, contudo resultando na redução do comprimento peniano. O especialista concluiu reforçando que o acompanhamento com um urologista é essencial para preservar a qualidade de vida e restaurar a saúde sexual do homem.