Na manhã desta terça-feira (28), o programa Primeira Hora recebeu o médico urologista Dr. Rafael Fraga para uma entrevista sobre a infecção urinária, uma das patologias bacterianas de maior incidência no cotidiano da medicina. Durante a conversa, o profissional explicou que o trato urinário é um ambiente naturalmente estéril e que qualquer presença de microrganismos gera sintomas incômodos que exigem atenção imediata. O médico destacou que as mulheres são as mais acometidas, especialmente na fase sexualmente ativa, devido à anatomia do aparelho reprodutor e urinário.

Sintomas de alerta em diferentes faixas etárias
Os sinais de alerta para buscar atendimento especializado variam de acordo com o perfil do paciente, indo muito além da tradicional ardência ao urinar ou da febre. O convidado chamou a atenção para sintomas como alteração no odor da urina, aumento na frequência das idas ao banheiro e dores na região do baixo ventre, ressaltando que nos homens é frequente o desconforto nos testículos devido à comunicação anatômica dos órgãos. O médico fez um alerta especial para os cuidados com crianças e idosos, em quem a infecção pode se manifestar de forma atípica por meio da perda de apetite, prostração ou mudanças repentinas de comportamento.
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Relação entre próstata e infecção urinária na população masculina
Ao detalhar os fatores de risco nos homens, Dr. Fraga explicou que o cenário muda significativamente após a quinta década de vida. A partir dos 50 anos, o crescimento benigno da próstata passa a comprometer o esvaziamento completo da bexiga, igualando a incidência de infecções urinárias masculinas aos índices femininos. Por esse motivo, o acompanhamento da saúde prostática deve ser realizado de forma conjunta ao tratamento bacteriano.
Opções terapêuticas e duração do tratamento
O encerramento da participação no Primeira Hora foi dedicado às formas modernas de tratamento e às orientações de rotina durante a recuperação. O urologista explicou que o tempo de uso dos antibióticos varia entre casos simples, tratados em cerca de três dias, e casos complicados — como em idosos, diabéticos ou portadores de cálculos renais —, cujo esquema terapêutico pode se estender por até 14 dias. Além dos antibióticos tradicionais, o médico citou o uso de medicamentos imunoestimulantes e de compostos que impedem a fixação das bactérias nas paredes da bexiga, facilitando sua eliminação na micção.



