O programa Primeira Hora desta terça-feira (26) recebeu o deputado Alexandre Lindenmayer para discutir uma das pautas mais marcantes da atualidade no Congresso Nacional: a proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. O parlamentar destacou que a urgência do tema ganhou força não por burocracia, mas por um “movimento nacional que veio diretamente do povo brasileiro para dentro da Câmara”, impulsionando a realização de comissões especiais e audiências públicas por todo o país.

Saúde do trabalhador
Ao rebater as críticas sobre os impactos econômicos da medida, o deputado utilizou exemplos internacionais da Europa e do Chile para demonstrar como a modernização industrial joga a favor da redução de horas. “De lá para cá nós vimos automação, inteligência artificial… E aonde teve redução de jornada a gente viu também aumento de produtividade“, pontuou, associando a mudança à melhoria da saúde mental coletiva. O deputado ressaltou o esgotamento gerado pelo modelo atual, lembrando que o trabalhador frequentemente precisa “socorrer no INSS por conta de por vezes situações de depressão e outras questões psicológicas”, um cenário agravado pelo desgaste do deslocamento nas grandes cidades.
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A contestação do contrato por hora
Diante dos questionamentos sobre uma possível flexibilização através de contratos por hora trabalhada, o convidado demonstrou forte cautela, argumentando que o modelo “fragiliza a relação” e “dimui a questão da rentabilidade”, citando promessas não cumpridas de reformas passadas. Lindenmayer também rejeitou categoricamente a narrativa de alguns setores empresariais de que a transição estaria sendo feita às pressas. “Não tem afogadilha, essa discussão ela vem patinando, já se arrastando há muito tempo“, afirmou, recordando que existem projetos semelhantes de autoria de outros parlamentares que tramitam há décadas no Congresso sem uma definição.
Consenso no Parlamento
O deputado expressou uma visão otimista sobre o desfecho da proposta em Brasília, sinalizando que a sociedade e o parlamento convergem para uma solução benéfica. “O entendimento que eu tenho acompanhado, estou sentindo que nós vamos ter votação nos próximos dias”, projetou o parlamentar, assegurando que o empresariado não deve temer um colapso econômico com a nova lei. Lindenmayer concluiu reforçando que o foco principal da medida é garantir dignidade e convívio familiar, ressaltando que “a ideia não é atrapalhar a vida, é buscar que se consiga fazer essa redução de jornada fazendo adequações” por meio de negociações coletivas.



