A prefeitura de Rio Grande, no Sul do Estado, autorizou a redução na frota de ônibus do transporte coletivo para evitar o colapso do serviço. A medida, que entrou em vigor nesta semana, é uma resposta da empresa Transpessoal à dificuldade de compra de óleo diesel no mercado. O corte atinge principalmente os horários de menor movimento, entre o meio da manhã e o meio da tarde, preservando as viagens nos períodos de pico.

Crise do diesel vem sendo causada pelas instabilidades de fornecimento
A crise local é reflexo da instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que afeta o fluxo de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz. O anúncio de restrições nessa rota marítima pelo Irã elevou os preços e restringiu a oferta do combustível importado. Para garantir que o estoque atual dure mais tempo, linhas que operavam com intervalos de 15 minutos agora podem levar até 25 minutos para passar nos pontos.
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Apesar do relato da concessionária, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) afirmou em nota oficial que não existe desabastecimento de diesel no Rio Grande do Sul. O órgão regulador informou que vai notificar as distribuidoras para que expliquem a suposta falta de entrega do produto. No mesmo sentido, o sindicato que representa as empresas distribuidoras negou qualquer irregularidade no fornecimento de combustível para o estado.
A Transpessoal sustenta que a medida é emergencial e temporária até que a logística de compra seja normalizada com seus fornecedores habituais. Passageiros da cidade podem acompanhar as alterações em tempo real e consultar quais viagens foram suspensas por meio do aplicativo Cartão Rio Grande. A prefeitura reiterou que a prioridade é impedir a paralisação total do sistema de transporte público municipal.




