O conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã entra no décimo dia, com constantes ataques na região. Em entrevista, o escritor gaúcho, Fabiano Deferrari Gomes relatou na manhã desta terça-feira (10), a tensão vivida em Doha no Catar, devido aos bombardeios na região.
Escritor gaúcho comenta sobre estar retido em Doha devido a guerra no Irã. Foto: Reprodução
O brasileiro, junto a outros conterrâneos, realizavam um roteiro cultural pelo Oriente Médio, quando receberam um alerta pelo Sistema Broadcasting para se abrigar. Desde a notificação, todos estão em um abrigo em Doha, onde aguardam a liberação para retornar ao Brasil.
Conforme o Ministério das Relações Exterioresdo Brasil, desde 28 de fevereiro, o Governo Federal, por meio de sua área consular, mantém contato permanente com as comunidades brasileiras, a fim de mapear a localização de nacionais e prestar orientações atualizadas.
O governo brasileiro também permanece em contato com as autoridades locais para monitorar a situação de segurança e acompanhar a reabertura dos espaços aéreos, de modo a facilitar a remarcação de voos.
Nos Emirados Árabes Unidos, observa-se a retomada gradual das operações aéreas. O voo comercial EK-261, que opera a rota Dubai–São Paulo (GRU), foi restabelecido em 4/3 e tem funcionado regularmente desde então, com partidas diárias e capacidade aproximada de 500 passageiros.
O Catar anunciou, na última sexta-feira (06), a reabertura parcial do espaço aéreo do país. A Qatar Airways opera um número limitado de voos a partir de Omã e da Arábia Saudita, já no último sábado (07), partiram os primeiros voos de Doha para capitais europeias, com brasileiros a bordo.
O professor destaca que o grupo preencheu a solicitação de visto, mas aguarda a ordem de liberação para retornar ao Brasil. Ele aponta que junto ao Brasil há autoridades sul-americanas do Paraguai realizando a evacuação de estrangeiros.
Rotina dos brasileiros em Doha
Fabiano Gomes trabalho com meditação e guiada e grupos de orientação, ele detalha que há uma aplicação prática na rotina: “A nossa manhã é tomando mate, café da manhã e fazemos uma aula de meditação. Mantemos o contato com a casa e quando o Brasil abre iniciamos os trabalhos remotos”, explica.
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No decorrer do dia, o grupo aguarda notícias da embaixada, na espera de vagas para a retirada do país. Ele ressalta que a localidade de Doha possui uma infraestrutura organizada, com serviços essenciais liberados para a rotina, com uma segurança estável.
Confira o relato do escritor sobre os reflexos do conflito no Irã