A advogada tributarista Luciana Pereira da Costa afirmou que o uso de Inteligência Artificial (IA) pela Receita Federal (RF) ampliou o controle sobre contribuintes e empresas. A declaração ocorreu durante participação no Supply Summit, evento ligado ao Hospital Summit, que reuniu empresários da Serra Gaúcha e da região sul do Estado.

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Segundo a especialista, a tecnologia permite identificar padrões de comportamento fiscal. Mudanças bruscas de renda, despesas ou patrimônio tendem a gerar alertas automáticos. “A Receita não analisa só números isolados. Ela observa tendências ao longo do tempo”, disse.
A orientação vale tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. A integração de dados entre sócios e empresas facilita o cruzamento de informações. Isso reduz margens para erros ou omissões nas declarações.
Declaração exige atenção redobrada
Com o período de entrega do Imposto de Renda em andamento, a advogada reforçou a necessidade de cuidado. Contribuintes com renda anual entre R$ 28.559,70 e R$ 35.000 podem ter direito à restituição, caso tenham sofrido retenção na fonte. Já quem ultrapassa esse limite deve declarar obrigatoriamente.
Ela também destacou a importância de informar corretamente a evolução patrimonial. Bens imóveis, doações e heranças exigem registro detalhado. Alterações recentes na legislação aumentaram o rigor sobre essas operações.
Planejamento tributário ganha peso
Luciana defendeu que o planejamento tributário deixou de ser apenas uma forma de economia. Passou a ser instrumento de sobrevivência das empresas. “Estar em conformidade reduz riscos e pode melhorar o acesso a crédito”, afirmou.
A criação de holdings, por exemplo, continua sendo alternativa válida, mas exige análise técnica. Mudanças na tributação, como a incidência de novos impostos sobre operações, tornaram o modelo mais complexo.
Inteligência artificial também abre oportunidades
Apesar do aumento da fiscalização, a tecnologia pode trazer benefícios. A especialista citou a chamada Lei do Bem, que concede incentivos fiscais a empresas que investem em inovação.
Segundo ela, o uso de inteligência artificial para melhorar processos internos pode ser enquadrado como pesquisa e desenvolvimento. Isso permite reduzir a carga de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro.
Revisão de dados é recomendada
A advogada orienta que contribuintes revisem informações antes do envio. Caso identifiquem erros, é possível fazer declaração retificadora. A medida evita problemas futuros com o Fisco.
O avanço tecnológico, concluiu, exige mudança de postura. “A inteligência artificial amplia o controle, mas também exige mais estratégia. Quem se antecipa, reduz riscos e aproveita melhor as regras.”



