Estelionato

Esquema de rifas falsas usava causa de criança com paralisia cerebral para aplicar golpes

Delegada e promotor detalham que grupo atuava em locais de grande circulação e usava redes sociais para enganar vítimas

Quatro pessoas, sendo três mulheres e um homem, foram presas após venderem rifas fraudulentas em pontos movimentados da cidade, como supermercado, lotérica e praça, alegando que o valor arrecadado seria destinado ao tratamento de uma criança com paralisia cerebral. Em entrevista ao programa Primeira Hora desta quarta-feira (06), a delegada Vivian Sander Duarte e o promotor Fernando Mello Müller trouxeram detalhes sobre a operação policial que identificou um esquema de estelionato e associação criminosa em Camaquã.

Esquema de rifas falsas usava causa de criança com paralisia cerebral para aplicar golpes
Esquema de rifas falsas usava causa de criança com paralisia cerebral para aplicar golpes. Foto: Reprodução | Acústica FM

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Estelionatários exploravam apelo emocional e já teriam atuado em outras cidades do Estado

Segundo a delegada, embora a Golpistas exploravam apelo emocional para vender rifas falsas e já teriam atuado em outras cidades do Estadocriança realmente exista, a família não recebia mais qualquer auxílio financeiro do grupo há bastante tempo. O golpe, que já havia sido aplicado em diversas cidades do estado, utilizava cartazes e perfis antigos em redes sociais para convencer as vítimas, explorando a solidariedade e o desejo de ajudar o próximo. O valor das rifas era de R$ 10 e, em muitos casos, os compradores nem sequer buscavam o prêmio, apenas queriam contribuir com a suposta causa.

Durante a ação policial, foi constatado que ainda havia outro integrante do grupo atuando na cidade. Até o momento, cerca de dez pessoas já registraram ocorrência, mas a polícia acredita que o número de vítimas seja significativamente maior. A delegada Viviane Sander reforçou o pedido para que a população denuncie, inclusive por meios online, ajudando a fortalecer a resposta judicial e evitando que novos golpes sejam aplicados, as denúncias podem ser realizadas online..

O promotor alerta que é preciso desconfiar de abordagens de desconhecidos e de conversas online, recomendando sempre a checagem das informações. Além de sempre manter cuidado na troca de informações pessoais com desconhecidos.

A entrevista também abordou outros crimes recorrentes na região, como fraudes bancárias por telefone, clonagem de WhatsApp, golpes em sites de relacionamento e o conhecido golpe do bilhete premiado. A delegada destacou a importância da verificação em duas etapas em aplicativos de mensagens para evitar clonagens e orientou que, em caso de suspeita, as pessoas procurem diretamente seus bancos ou utilizem canais oficiais para confirmar informações.

Tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público colocaram-se à disposição da comunidade para esclarecimentos e reforçaram a importância do cuidado e da denúncia diante de qualquer suspeita de golpe. “A prevenção começa pela informação e pelo cuidado. Não hesite em buscar ajuda sempre que desconfiar de alguma situação”, concluiu o promotor Fernando Melo.

Assista a entrevista na íntegra:

Tags: Camaquã, estelionatários, quadrilha, rifas falsas