SAÚDE

Estado acompanha investigação de caso suspeito de Ebola no RS

Descarte definitivo dependerá de resultado emitido pelo laboratório nacional de referência, a Fundação Oswaldo Cruz

A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul está acompanhando a investigação de um caso suspeito de doença pelo vírus Ebola em um homem de 64 anos com histórico recente de permanência em Uganda, país da África Oriental. O caso foi atendido em uma unidade de saúde de Novo Hamburgo e, atendendo aos critérios epidemiológicos e clínicos vigentes, foram imediatamente adotadas todas as medidas previstas nos protocolos nacionais de vigilância e resposta.

Foto: Reprodução/(NIAID/CC BY 2.0/Wikimedia Commons)

Durante a investigação, foi realizado teste rápido para malária, com resultado positivo para Plasmodium falciparum, sendo iniciado prontamente o tratamento específico. Embora a malária seja, até o momento, o principal diagnóstico identificado, o caso permanece em investigação para doença pelo vírus Ebola, conforme determinação dos protocolos do Ministério da Saúde. O descarte definitivo dependerá de resultado emitido pelo laboratório nacional de referência, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Obedecendo protocolos clínicos específicos, o paciente será transferido para unidade de referência estadual, o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, onde receberá acompanhamento especializado e terá amostras encaminhadas para análise laboratorial. Se confirmar Ebola, o paciente será transferido para um hospital de referência nacional.

A Secretaria Estadual da Saúde comunicou imediatamente o caso ao Ministério da Saúde e reforça que todas as ações estão sendo conduzidas em articulação com as autoridades municipais e o Ministério da Saúde, seguindo rigorosamente os protocolos de vigilância, assistência e biossegurança.

Paralelamente, foi iniciado o mapeamento e o monitoramento dos contactantes, que serão acompanhados por 30 dias para identificação precoce de eventuais sintomas. Os serviços de saúde envolvidos também receberam orientações sobre as medidas de prevenção e controle de infecção, conforme os protocolos vigentes.

Ebola

Conforme oMinistério da Saúde, a doença pelo Vírus Ebola (DVE) é uma zoonose, cujo morcego é o reservatório mais provável. Quatro dos cinco subtipos ocorrem em hospedeiro animal nativo da África. Acredita-se que o vírus foi transmitido para seres humanos a partir de contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas, morcegos-gigantes, antílopes e porcos-espinho. A doença pelo vírus ebola é uma das mais importantes na África subsaariana, ocasionando surtos esporádicos, afetando diversos países. O agente da doença é um vírus da família Filoviridae, do gênero Ebolavirus, descoberto em 1976, a partir de surtos ocorridos ao sul do Sudão e norte da República Democrática do Congo (anteriormente Zaire), próximo ao Rio Ebola, mesmo nome dado ao vírus.

Até o momento, foram descritas cinco subespécies de vírus Ebola, sendo que quatro delas afetam humanos e uma delas, apenas primatas não humanos. As espécies são: vírus Ebola (Zaire Ebolavirus); Vírus Sudão (Sudão Ebolavirus); Vírus Taï Forest (Tai Forest Ebolavirus), vírus Bundibugyo (Bundibugyo Ebolavirus) e vírus Reston (Reston Ebolavirus), este último afetando somente animais. O Zaire Ebolavirus é o que apresenta a maior letalidade. A doença do vírus Ebola, conhecida anteriormente como Febre Hemorrágica Ebola, é uma doença grave, muitas vezes fatal e com taxa de letalidade que pode chegar até os 90%. A doença afeta os seres humanos e os primatas não-humanos, como macacos, gorilas e chimpanzés.

Fonte: Secom RS

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