Desenvolvimento social

Estado amplia rede social e prepara estrutura para enfrentar novos eventos climáticos

Secretário Beto Fantinel detalha investimentos, protocolos de emergência e ações para reduzir pobreza e acompanhar envelhecimento da população

O secretário de Desenvolvimento Social do Rio Grande do Sul, Beto Fantinel, afirmou que o Estado reorganizou protocolos de atendimento e ampliou investimentos depois das enchentes que atingiram quase todo o território gaúcho em 2023 e 2024. Em entrevista à Rádio Acústica FM, ele disse que as equipes “nunca haviam enfrentado algo parecido” e que o governo hoje trabalha com métodos estruturados para emergências climáticas.

Estado amplia rede social e prepara estrutura para enfrentar novos eventos climáticos
Estado amplia rede social e prepara estrutura para enfrentar novos eventos climáticos; Foto: Alice Campos | Acústica FM

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Segundo o secretário, o governo criou rotinas de ação para desastres e qualificou servidores municipais e estaduais. Ele explicou que equipes passaram a atuar com protocolos definidos para o primeiro atendimento, a proteção de famílias e a redistribuição de serviços essenciais, como água e alimentação. Técnicos também coletam dados para orientar segurança pública, saúde e assistência.

Programas para enfrentar envelhecimento e pobreza no Rio Grande do Sul

O Estado, segundo Fantinel, investiu mais de R$ 130 milhões em equipamentos da rede de assistência social. Entre as obras citadas estão unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), centros de acolhimento, estruturas para população em situação de rua e o Centro Dia, voltado ao cuidado diário de idosos. Em Camaquã, a prefeitura dará início à construção de uma unidade.

O secretário destacou o impacto do envelhecimento no Rio Grande do Sul. Ele afirmou que, em cada dez moradores, dois têm mais de 60 anos. O índice deve chegar a 30% na década de 2030. O fenômeno, segundo ele, combina queda na natalidade e expectativa de vida maior. “Se não houver políticas para garantir produtividade, teremos dificuldade para manter a economia”, disse.

Para enfrentar o cenário, o governo expandiu programas de inclusão produtiva. A principal iniciativa é o Família Gaúcha, aprovada pela Assembleia Legislativa. O Estado oferece transferência de renda condicionada ao cumprimento de um plano de superação da vulnerabilidade, elaborado por equipes dos Cras, das escolas e da saúde. Famílias recebem R$ 200, com acréscimo de R$ 50 quando há crianças de até seis anos.

Fantinel disse que agentes sociais visitam as casas por 22 meses para acompanhar frequência escolar, acesso à creche, qualificação profissional e emissão de documentos. Ele citou levantamento que aponta 3 milhões de brasileiros sem certidão de nascimento. “A autonomia depende do acesso a serviços básicos”, afirmou.

Entre os indicadores citados, o secretário informou que o Estado reduziu a insegurança alimentar grave de 14,2% em 2022 para 1,8% em 2024. Ele mencionou o Prato Gaúcho, que amplia oferta de refeições a baixo custo. Também disse que o Rio Grande do Sul atingiu o menor índice de extrema pobreza da série histórica.

O governo afirma ter ampliado políticas voltadas à juventude, como o Reconstrução Jovem e o Partiu Futuro. O Estado financia vagas de aprendizagem para jovens inscritos no Cadastro Único. Segundo Fantinel, 1.500 contratos estão em vigor, e outros 3.000 serão abertos.

No campo político, Fantinel confirmou que será pré-candidato a deputado estadual em 2026 pelo PSDB. Ele afirmou que pretende retornar ao Legislativo, onde atuou como suplente entre 2021 e 2022 e depois como deputado eleito. Ele defendeu projetos aprovados no período, como a lei que obriga indústrias fumageiras a classificar o tabaco na propriedade do agricultor, e o Pró-Hospitais, que autoriza unidades de saúde a captar recursos via ICMS.

Fantinel também declarou apoio à pré-candidatura do vice-governador Gabriel Souza ao governo do Estado. Ele disse que o vice “está preparado” para liderar a próxima gestão e defendeu um debate eleitoral “sem radicalização ideológica”. “O foco deve ser a solução dos problemas”, afirmou.

Confira a entrevista na íntegra:

Tags: Desenvolvimento Social, emergência, envelhecimento da população, eventos climáticos, Investimentos, Rio Grande do Sul