zona sul

Faltam menos de 30 dias para o fim do contrato de concessão do Polo Rodoviário de Pelotas

Contrato com a Ecovias Sul encerra no dia 3 de março deste ano e as cancelas de pedágios devem permanecer abertas por tempo indeterminado

Faltam menos de 30 dias para o encerramento do contrato de concessão da Ecovias Sul na Zona Sul do Rio Grande do Sul. A concessão responsável por trechos das rodovias federais BR-116 e BR-392 termina às 23h59 de 3 de março de 2026, quando deverão deixar de existir os serviços prestados pela concessionária, como manutenção, atendimento médico e resgates mecânicos. Ainda não foi confirmado oficialmente se o fim dos pedágios da concessionária ocorrem na mesma data.

Faltam 30 dias para o fim do contrato de concessão do Polo Rodoviário de Pelotas. Foto: Divulgação/Ecovias Sul.
Faltam 30 dias para o fim do contrato de concessão do Polo Rodoviário de Pelotas. Foto: Divulgação/Ecovias Sul.

A data marca o fim da concessão de 457,3 quilômetros do chamado Polo Rodoviário de Pelotas, que conecta municípios do Sul do Estado e tem papel estratégico no escoamento da produção e na mobilidade regional.

O contrato teve início em janeiro de 1998, quando foi assinado com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER). Em 18 de maio de 2000, o polo rodoviário foi federalizado e passou à gestão da União, com prazo final ajustado para março de 2026.

Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!

A cobrança de pedágio começou em março de 2001. Atualmente, a tarifa para veículos de passeio é de R$ 19,60, valor considerado entre os mais altos do país em rodovias federais.

A concessão conta com cinco praças de pedágio, sendo duas no trecho entre Camaquã e Pelotas, em um percurso de aproximadamente 120 quilômetros. Na prática, uma viagem de ida e volta entre os dois municípios pode chegar a quase R$ 80 apenas em pedágios, sem considerar combustível e outros custos.

Investimentos da concessionária e repasses aos municípios

Segundo dados divulgados pela Ecovias Sul, entre 2001 e 2025 foram investidos R$ 2,5 bilhões na operação das rodovias. Desse total, R$ 773,5 milhões foram destinados à pavimentação.

No mesmo período, a concessionária informa ter repassado R$ 240 milhões em Imposto Sobre Serviços (ISS) a 19 municípios abrangidos pela concessão.

Durante os 25 anos de concessão, foram registrados:

  • 47.451 atendimentos médicos
  • 373.137 atendimentos mecânicos
  • 654.170 ocorrências no Centro de Controle Operacional
  • Mais de 3,8 milhões de atendimentos nos Serviços de Atendimento ao Usuário

Ao todo, 1.532 colaboradores diretos integraram o quadro da Ecovias Sul ao longo do contrato.

Na área ambiental, a concessionária implantou corredores ecológicos ao longo das BR-116 e BR-392, transformando faixas de domínio em áreas de circulação da fauna do Bioma Pampa. O monitoramento de fauna viva identificou 26 espécies de mamíferos e registrou o retorno do puma (Puma concolor) à região após mais de um século, segundo dados da empresa.

Serviços mantidos até o fim do contrato

Às vésperas do encerramento do contrato de pedágios da Zona Sul, a Ecovias Sul informou que manterá integralmente os serviços aos usuários até 23h59min de 3 de março de 2026, conforme previsto no contrato de concessão.

O que acontecerá após essa data, em relação à gestão, manutenção e eventual nova concessão das rodovias, ainda depende de definições do governo federal. Durante a inauguração da nova ponte sobre o Rio Camaquã, em Cristal, o ministro de Transportes Renan Filho confirmou o fim da concessão da Ecovias Sul. As manutenções da rodovia ficarão sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o serviço de socorro será municipalizado até um novo contrato de concessão.