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Família denuncia negligência em atendimento de paciente no Pronto Socorro de São Lourenço do Sul

Mulher aponta que perdeu o pai após o idoso ter um infarto ignorado por profissionais da unidade dias antes de falecer

SÃO LOURENÇO DO SUL — Um relato indignado gravado na frente do Pronto Socorro (PS) de São Lourenço do Sul expôs a dor e a revolta de uma família diante do que classificam como um caso grave de negligência médica e descaso no último domingo (31). Uma moradora gravou um vídeo em prantos e desabafo logo após perder o pai, alegando que o idoso teve um infarto ignorado por profissionais da unidade dias antes de falecer.

Família denuncia negligência em atendimento de paciente no Pronto Socorro de São Lourenço do Sul
Foto: Divulgação

Segundo a filha, o pai havia procurado atendimento no PS na semana anterior apresentando fortes dores no peito. Na ocasião, a família chegou a alertar a equipe sobre a suspeita de infarto, citando o histórico familiar da doença. Em resposta, um dos médicos teria ironizado a preocupação da família, afirmando que “se fosse infarto, ele já estaria na missa de sétimo dia”, liberando o paciente sem a devida investigação diagnóstica.

Atendimento relâmpago

A situação se agravou gravemente quando a família precisou retornar ao Pronto Socorro. Segundo a testemunha, o pai deu entrada visivelmente debilitado, pálido e amarelado, vindo a óbito cerca de uma hora após dar entrada no local.

“Eu trouxe o meu pai amarelo, branco, e não durou nem meia hora lá dentro. Uma hora depois o meu pai saiu morto”, relatou a filha no vídeo, cobrando explicações do médico envolvido no primeiro atendimento e pedindo a identificação completa do profissional para adoção de medidas judiciais.

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A denunciante também questionou os procedimentos aplicados no atendimento emergencial, a aplicação de medicações e cobrou a realização de exames periciais e autópsia/biópsia para apurar a real causa da morte, contestando o encaminhamento direto ao necrotério sem a devida investigação.

Críticas corporativas

Durante o desabafo, a jovem estendeu suas críticas à conduta geral da classe médica e à falta de atenção básica dada aos pacientes no SUS, citando atendimentos de apenas três minutos sem escuta pulmonar ou cardíaca adequada. Ela confrontou os debates corporativos da medicina com a realidade vivida nas portas dos hospitais públicos:

“O tempo que vocês estão brigando, deem valor aos pacientes de vocês. Do que adianta se tu entra e é atendido em três minutos com uma piada?”, desabafou.

A família busca agora contato com o médico responsável pelo primeiro atendimento e promete acionar as autoridades competentes e instâncias jurídicas para investigar a conduta da equipe médica e do Pronto Socorro de São Lourenço do Sul.