escala 6x1

Senado abre debate público sobre fim da escala 6×1 na jornada de trabalho

PEC do fim da escala 6x1 prevê dois dias de descanso semanal e redução gradual da jornada de trabalho até 2030

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado iniciou, nesta quarta-feira (9), a discussão do relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da chamada escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e folga apenas um.

Senado abre debate público sobre fim da escala 6x1 na jornada de trabalho. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado.
Senado abre debate público sobre fim da escala 6x1 na jornada de trabalho. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado.

O texto, de autoria do senador Paulo Paim (PT), propõe a distribuição das horas de trabalho em cinco dias, com dois dias de descanso remunerado por semana.

Audiências públicas vão debater fim da escala 6×1

Durante a reunião, os senadores decidiram realizar uma série de audiências públicas para ouvir representantes de diversos setores da sociedade antes da votação. A medida busca equilibrar posições entre trabalhadores e empregadores, já que entidades empresariais têm demonstrado resistência à mudança.

O relator, senador Rogério Carvalho (PT), apresentou um parecer favorável à proposta, sugerindo que a redução da jornada seja feita de forma gradual. O plano prevê diminuição para 40 horas semanais no primeiro ano após a aprovação, com redução de uma hora por ano até atingir 36 horas semanais em 2030. Atualmente, a carga horária máxima prevista pela legislação é de 44 horas por semana.

Projeto tramita desde 2015

A PEC foi apresentada originalmente em 2015, mas permaneceu parada por vários anos. O texto voltou a ganhar relevância após mobilizações de movimentos sociais e sindicais, impulsionadas por proposta semelhante apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL) na Câmara dos Deputados. O tema passou a contar com apoio do governo federal, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou-se favorável à iniciativa.

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Impactos esperados

Para o autor da proposta, a redução da jornada de trabalho tende a gerar benefícios sociais e econômicos. Entre os efeitos esperados estão o aumento do tempo de lazer, o estímulo à qualificação profissional e a ampliação das oportunidades de emprego.

A discussão ainda está na fase inicial na CCJ e deverá avançar após as audiências públicas. Caso o parecer seja aprovado, o texto seguirá para votação no plenário do Senado e, posteriormente, para a Câmara dos Deputados.