A aproximação do Dia de Finados traz à tona discussões profundas sobre a finitude humana, o luto e a busca por consolo espiritual. Em entrevista na manhã deste sábado (31) ao programa Esquina Democrática da Rádio Acústica FM, o pároco da Paróquia São João Batista de Camaquã, padre Ângelo Bohn, detalhou os significados religiosos da data e ressaltou que, para os cristãos, o encerramento da vida terrena representa apenas o início de uma nova etapa.

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Finados reacende a dor do luto
Durante sua fala, o religioso destacou que a dor do luto é uma reação humana natural, mas argumentou que a fé na ressurreição transforma o olhar sobre a perda. Segundo o pároco, a doutrina católica enxerga a morte não como uma punição divina, mas como uma consequência histórica do próprio percurso humano que serve de passagem para a vida eterna.
“A gente precisa criar uma comunhão, uma amizade, um bem-querer com todas as pessoas. A gente precisa superar divisões, porque no céu a gente não consegue entrar se tivermos um coração ainda não cheio de amor. Não está longe quem está no coração e não fica longe quem reza, quem pela oração também acolhe, quem pela oração se une às pessoas e ao próprio Deus”, disse o Padre Ângelo Bohn.
Além do calendário de celebrações litúrgicas, sacerdotes e ministros acompanharão as visitações nos cemitérios da região no dia de Finados. Durante as visitas aos túmulos, a equipe prestará assistência espiritual aos fiéis por meio de bençãos, orações do terço e acolhimento familiar.
Ao refletir sobre os ensinamentos deixados pelo período da pandemia de Covid-19, o padre enfatizou a necessidade de cultivar afetos e perdoar atritos em vida. A recomendação central transmitida pela liderança é manter a memória e a conexão com os entes queridos por meio da oração constante, reafirmando que o amor e a lembrança superam a distância física.



