camaquã

Gerente da Clínica Visar detalha dívida milionária na parceria com o Hospital Nossa Senhora Aparecida

Douglas Pinho afirma que repasses estaduais estão em dia, mas valores não chegam à prestadora de serviços desde fevereiro; clínica busca solução administrativa e jurídica

Na manhã desta quarta-feira (05), o programa Primeira Hora abriu espaço para discutir a delicada situação do atendimento oftalmológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Região Centro-Sul. Douglas Garcia Pinho, gerente da Clínica Visar, explicou a crise financeira enfrentada na parceria com o Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA), em Camaquã. Ele revelou que a instituição hospitalar acumula um débito expressivo de R$ 1,6 milhão com a empresa prestadora, mesmo com o Estado realizando os pagamentos regularmente.

Gerente da Clínica Visar detalha dívida milionária na parceria com o Hospital Nossa Senhora Aparecida
Foto: Ilustrativa

Aporte de recursos próprios para garantir o atendimento à população

Apesar do atraso milionário nos repasses, a clínica mantém as consultas e procedimentos cirúrgicos para não desassistir os moradores que dependem do serviço público. Douglas explicou que a sustentabilidade operacional da unidade tem sido mantida graças ao esforço direto dos proprietários da empresa, que investem verbas pessoais para custear insumos e profissionais. “Nesse momento os recursos estão vindo dos sócios da clínica… eles aportaram recursos pessoais na clínica para que a gente conseguisse manter os atendimentos”, afirmou o gerente.

Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!

Alta demanda estadual 

O entrevistado aproveitou o espaço para contextualizar que a área de visão enfrenta desafios complexos em todo o Rio Grande do Sul, onde a busca por especialistas é crescente. “A maior fila hoje da saúde no estado é a oftalmologia. Há uma demanda crescente de pacientes por essa especialidade”, destacou Douglas, ressaltando o peso dessa demanda regional sobre as estruturas locais. Ele reforçou o compromisso ético da clínica Visar com a comunidade, garantindo que não haverá paralisação repentina dos serviços e que qualquer mudança extrema no quadro operacional será informada previamente às autoridades de saúde e aos usuários afetados.

Garantia de prazo prévio em caso de limite financeiro

Douglas concluiu afirmando que, caso a empresa chegue ao seu esgotamento financeiro absoluto sem uma solução com o hospital, os agentes públicos serão alertados formalmente: “Quando a clínica chegar no seu limite financeiro nós vamos informar todos os agentes envolvidos… e daremos um prazo ainda… de 30 dias”, garantindo previsibilidade e respeito à população atendida.