O programa Primeira Hora desta segunda-feira (22) recebeu o ex-governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato ao Senado pelo MDB, Germano Rigotto. Com uma longa trajetória pública, o político relembrou suas ligações históricas dentro do partido, destacando um encontro recente com Pedro Simon, de 96 anos, cuja “capacidade de articulação é impressionante”. Durante a conversa, Rigotto utilizou sua bagagem política para analisar o atual cenário estadual e nacional, defendendo que a experiência acumulada tanto no parlamento quanto no Executivo o qualifica para os debates do legislativo federal, onde pretende atuar de forma estratégica na busca por soluções estruturais.

Conquistas do passado
Ao resgatar as ações de seu governo, o convidado enfatizou medidas que impulsionaram a economia da Metade Sul do estado, como a polêmica desativação do posto de fiscalização do ICMS na ponte do Guaíba, lembrando que enfrentou “uma resistência corporativa muito forte para encerrar aquele posto que realmente estava criando dificuldades pro crescimento”. Rigotto também destacou o pioneirismo de sua gestão na diversificação da matriz produtiva e energética gaúcha, apontando que o incentivo à produção de oliveiras e azeites de oliva, hoje premiados internacionalmente, começou em seu mandato. Além disso, celebrou a atração de investimentos estrangeiros que resultaram no parque eólico de Osório e na ampliação de grandes indústrias, mesmo em um período de severas restrições orçamentárias provocadas pelo endividamento do estado.
Propostas de reforma
Olhando para o futuro e justificando suas pretensões ao Senado, Rigotto defendeu transformações profundas na estrutura dos poderes e a necessidade de “capacidade de diálogo” e equilíbrio em Brasília. Entre suas principais propostas, sugeriu uma reformulação nos critérios de escolha e permanência dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que a indicação deve vir de uma lista e que é preciso “diminuir o tempo de um ministro ficar no Supremo Tribunal Federal”.
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Pleito eleitoral
Na reta final da entrevista, Rigotto abordou gargalos logísticos e a crise enfrentada pelos produtores rurais gaúchos, classificando como “uma vergonha” a falta de avanço da Câmara Federal na votação de projetos de apoio ao setor e defendendo a securitização da dívida agrícola para evitar o travamento do Plano Safra. No setor de infraestrutura, declarou-se favorável ao modelo de concessões rodoviárias, desde que haja um equilíbrio rigoroso no qual sejam analisados detalhadamente “o preço a tarifa e o que que vai ser o investimento feito pela concessionária”.



