Os Estados Unidos reforçaram o contingente militar no Oriente Médio e atingiram o nível de prontidão necessário para uma ofensiva contra o Irã a partir deste sábado, 21. A mobilização ocorre após o impasse nas negociações sobre o programa nuclear de Teerã, conduzidas de forma indireta em Genebra. Apesar do avanço logístico, a deflagração de uma operação militar depende exclusivamente da aprovação final do presidente Donald Trump, que ainda avalia os riscos da iniciativa.

Trump autorizou a movimentação das tropas americanas
A movimentação das tropas foi confirmada por veículos da imprensa americana, como The New York Times e CNN, com base em informações de integrantes do Pentágono. O dispositivo de guerra inclui mais de 50 aviões de caça e dois grupos de porta-aviões, entre eles o USS Gerald R. Ford. A embarcação deve se posicionar na costa de Israel para garantir a defesa de cidades como Tel-Aviv contra possíveis retaliações, enquanto aeronaves de reabastecimento garantem autonomia para ataques de longa distância.
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No campo diplomático, o cenário é de ceticismo. O enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner relataram ao presidente que a reunião de três horas com representantes iranianos terminou sem consensos práticos. Embora o governo do Irã mencione um acordo sobre princípios gerais, a Casa Branca aponta divergências profundas. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, reiterou que a diplomacia é a prioridade, mas que a opção militar permanece sobre a mesa.
O governo de Israel também elevou o nível de alerta e coordena preparativos com Washington. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu defende ações que reduzam a capacidade de lançamento de mísseis do Irã. Paralelamente, imagens de satélite analisadas pelo Instituto para Ciência e Segurança Internacional mostram que Teerã intensificou a proteção de suas usinas nucleares com camadas de concreto e terra, em uma tentativa de blindar as instalações subterrâneas contra bombardeios.
Estrategistas de Trump alertam, no entanto, para as consequências de um novo conflito. Uma ofensiva contra alvos estratégicos, como o quartel-general da Guarda Revolucionária — unidade de elite das forças iranianas —, pode desencadear uma guerra regional prolongada. Há oito meses, uma operação conjunta entre americanos e israelenses atingiu alvos no país, e uma nova investida agora traz o risco de ataques diretos contra bases dos Estados Unidos espalhadas pelo Oriente Médio.



