As ações da Alpargatas, fabricante das sandálias Havaianas, fecharam em queda de 2,39% na segunda-feira, 22, após uma mobilização de grupos políticos de direita contra a marca. Segundo dados da Elos Ayta Consultoria, a desvalorização resultou em uma redução de R$ 152 milhões no valor de mercado da companhia em apenas um dia. Na abertura do pregão desta terça-feira, 23, os papéis indicavam recuperação, com alta de 1,4% por volta das 10h20, cotados a R$ 11,60.

Propaganda da Havaianas gerou polêmica no Brasil
O movimento contra a empresa começou no domingo, 21, após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro publicar um vídeo criticando a nova propaganda da marca. No comercial, a atriz Fernanda Torres afirma que não deseja que as pessoas comecem o ano “com o pé direito”, preferindo que iniciem 2026 “com os dois pés”.
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A fala foi interpretada por parlamentares conservadores como uma provocação política e uma alusão ideológica à esquerda, em um contexto de proximidade com o ano eleitoral.
Além de Eduardo Bolsonaro, que registrou o descarte de seus chinelos no lixo, lideranças como o deputado Nikolas Ferreira e o senador Cleitinho Azevedo também aderiram às críticas. O episódio gerou forte volatilidade para a Alpargatas na B3, a Bolsa de Valores brasileira. A empresa tem como principais acionistas a holding Itaúsa, com 29,58% de participação, e a Cambuhy Alpa Holding, que detém 23,77% das ações da fabricante de calçados.




