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Hospital de Clínicas completa 55 anos como referência pública em Porto Alegre

Em entrevista ao Primeira Hora nesta segunda (27), Dr. Oly Corleta destaca a estrutura de "pequena cidade" do hospital, o pioneirismo em cirurgia robótica e os avanços nos atendimentos pelo SUS

Na manhã desta segunda-feira (27), o programa Primeira Hora recebeu o Dr. Oly Corleta para uma entrevista sobre o marco histórico dos 55 anos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e sua consolidação como um dos maiores polos assistenciais do país. Durante o bate-papo no rádio, o convidado contextualizou a dimensão gigantesca do complexo hospitalar, que abriga 230 mil metros quadrados de área construída e movimenta diariamente cerca de 12 mil pessoas entre colaboradores, professores e estudantes. Considerado por pesquisas da área como a melhor instituição pública de saúde da América do Sul, o hospital opera com elevado nível de complexidade e forte investimento em inovação tecnológica.

Hospital de Clínicas completa 55 anos como referência pública em Porto Alegre
Foto: Reprodução

Pioneirismo em cirurgia robótica 

A vanguarda tecnológica do HCPA e a democratização do acesso a tratamentos de ponta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foram pontos de forte relevância durante o programa. O médico recordou que o complexo foi o primeiro hospital público do Brasil a contar com um robô cirúrgico, em 2013, e adiantou que a instituição já está recebendo componentes de um novo equipamento robótico moderno para contemplar diversas especialidades cirúrgicas gratuitas. Outro destaque trazido pelo especialista é o serviço de hemodinâmica 24 horas, referência regional indispensável na realização de angioplastia primária imediata para pacientes vítimas de infarto agudo do miocárdio.

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Resposta imediata em tragédias 

O protagonismo do Hospital de Clínicas em episódios marcantes da história gaúcha também ganhou espaço no diálogo, demonstrando a capacidade de mobilização da equipe médica frente a situações de calamidade pública. O Dr. Oly Corleta relembrou o papel estratégico da instituição no atendimento de emergência às vítimas de queimaduras da Boate Kiss, na gestão da gripe H1N1 em 2009 e na recente atuação preventiva em abrigos durante as enchentes no estado. A experiência acumulada permitiu ainda erguer uma estrutura de excelência durante o período crítico da pandemia de COVID-19, transformando leitos convencionais em um centro intensivo de referência. “Do zero se fez 105 leitos de CTI, que foi referência do nosso estado para casos graves com uma taxa de mortalidade que se equipara aos melhores lugares do mundo”, relembrou o médico sobre o esforço coletivo da equipe.

Volume expressivo de atendimentos 

Para encerrar a participação no Primeira Hora, o convidado apresentou dados operacionais que traduzem a magnitude da produção assistencial do HCPA, que ultrapassa a marca de 585 mil consultas, 4 milhões de exames, 35,5 mil internações, 3 mil partos e 555 transplantes no período mais recente relatado. O médico enfatizou que o hospital recebe pacientes de diversas regiões do país para procedimentos altamente especializados, como a trombectomia de artéria pulmonar, reafirmando sua vocação acadêmica aliada à prestação de serviços essenciais. A trajetória de 55 anos reforça a relevância de manter o investimento contínuo na formação de profissionais de saúde e na modernização dos leitos públicos.