Política local

Impasse sobre diárias divide Câmara de Arambaré

Projeto prevê aumento após três anos sem correção, mas parte dos vereadores quer extinguir pagamento

Duas propostas de resolução abriram debate na Câmara Municipal de Arambaré nesta semana. Uma prevê aumento de 20% nas diárias pagas a vereadores. Outra defende a extinção do benefício.

Câmara de Vereadores de Arambaré
Câmara de Vereadores de Arambaré. Foto: Divulgação/Facebook.

A proposta da Mesa Diretora foi protocolada nos últimos dias. O texto atualiza valores que não sofrem reajuste desde 2023.

Se aprovada, a diária sem pernoite passará de R$ 125 para R$ 150. Com pernoite, chegará a R$ 420. Viagens para fora do estado tem acréscimo de 50% sobre o valor.

Em 2025, a Câmara de Arambaré esteve entre as que menos gastaram com diárias na região. Segundo dados do próprio Legislativo, vereadores e servidores consumiram R$ 15 mil. No mesmo período, Chuvisca registrou gasto de R$ 250 mil. Amaral Ferrador teve despesa de R$ 204 mil.

Parte dos parlamentares discorda do reajuste. Os vereadores Rodrigo Garcia (PL), Glédison Nunes Silveira (PL) e Márcia Bishoff (PP) defendem a extinção das diárias. Eles integram a Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação. O grupo sustenta que o subsídio mensal, somado à indenização por quilômetro rodado, cobre os custos de deslocamento.

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Atualmente, a Câmara paga R$ 1,20 por quilômetro rodado. A remuneração bruta mensal de um vereador em Arambaré é de R$ 4.580,00.

Já a Mesa Diretora, formada por Gerson Pastoriza Ribeiro (MDB), Ademar Lombardi (MDB) e Elisa Kubiaki (PDT), argumenta que as diárias são usadas com responsabilidade e não são atualizadas desde 2023. O benefício custeia alimentação e hospedagem. O grupo afirma que a inflação elevou preços de hotéis e refeições nos últimos anos. Por isso, considera necessária a atualização dos valores.

As propostas ainda não têm data para votação em plenário.