O programa Primeira Hora desta quinta-feira (11) trouxe um debate essencial para a saúde pública ao receber a pediatra Dra. Marta Gonçalves e a farmacêutica da Clínica de Vacinas Imunize Bruna Santos para discutir a importância da imunização infantil. Diante do cenário atual de saúde, as convidadas detalharam como funciona o calendário de vacinação e alertaram para os riscos da queda na cobertura vacinal no país. Com foco na conscientização dos pais e cuidadores, a entrevista uniu a explicação técnica médica ao acolhimento necessário para enfrentar esse período de cuidados intensos com os recém-nascidos.

A proteção no ciclo inicial
O planejamento das vacinas nos primeiros meses de vida é estratégico, pois visa proteger a criança justamente no momento de maior vulnerabilidade biológica. Bruna explicou que, após o nascimento, o ritmo de proteção se intensifica: “depois dos dois até os seis meses de vida esse bebê vai fazer vacina todos os meses”. Esse rigor no calendário existe porque “o calendário ele inicia os dois meses de vida porque é quando o bebê começa a ter perda de anticorpos… começa a ter uma queda dos anticorpos da mãe”. Complementando essa visão, a Dra. Marta demonstrou profunda preocupação com o cenário epidemiológico atual, revelando que “doenças que estavam assim simplesmente desaparecidas estão voltando… e isso é pela baixa adesão à vacinação”.
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Imunização sem riscos
Durante o programa, as profissionais também esclareceram mitos frequentes que circulam na internet e que muitas vezes afastam as famílias dos postos de saúde e clínicas. A Dra. Marta fez questão de derrubar um dos boatos mais antigos e prejudiciais sobre o tema, assegurando que o receio de “acharem que as vacinas que se produziam eram a causa do autismo mas isso foi um uma fake news… tá comprovado que não tem nenhuma relação“. Elas também detalharam os tipos de imunizantes, como a BCG e a hexavalente — que reúne seis vacinas em uma só —, e explicaram as diferenças de conforto entre o sistema público e o privado, onde Bruna pontuou que “na privada normalmente tem mais ampliação e a quantidade de aplicações também são um pouco menores… tem menos reações adversas”.
Imunidade coletiva
Segundo a Dra. Marta, “é importante que as pessoas saudáveis façam a vacinação para proteger esses que não podem”, como os recém-nascidos que ainda não têm idade para receber certas doses ou os indivíduos imunodeprimidos. Para tornar esse processo menos doloroso e estressante para as famílias, Bruna trouxe orientações práticas de acolhimento humano, sugerindo que “na hora da vacina coloquem no seio fiquem amamentando que quando vai fazer a vacina essa dor é um conforto”. Como alternativa para facilitar a rotina dos pais, ela também destacou a comodidade dos serviços modernos de saúde ao lembrar que “nós temos atendimento domiciliar então você que tem um bebezinho pequeno não quer se deslocar… a gente faz as vacinas no conforto da sua casa”.



