A cultura indígena amazônica está presente nesta semana no centro de Camaquã. O indígena Miguel expõe cerca de 90 tipos de ervas medicinais na Praça Zeca Netto, em frente ao Banco do Brasil, entre terça (21) e quinta-feira (23). A banca funciona durante todo o dia e convida a comunidade a conhecer os usos tradicionais das plantas.

Uma placa presente na banca destaca autorização da Funai para comercialização das ervas.
Ervas da floresta ao uso popular
Com origem na região amazônica, Miguel explica ao público o modo de preparo e os efeitos terapêuticos de cada erva, baseados em práticas tradicionais transmitidas entre gerações. As plantas são usadas para aliviar sintomas de doenças como diabetes, colesterol alto, ácido úrico, ansiedade, insônia, bronquite e problemas de pele, entre outras.
De acordo com o expositor, os produtos vendidos seguem autorização da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para o comércio de garrafadas e extratos naturais. O objetivo, afirma, é divulgar o conhecimento ancestral sobre as plantas e incentivar o uso responsável das ervas medicinais.
Conhecimento ancestral e orientação ao público
A banca destaca espécies conhecidas na medicina popular amazônica, como raiz de sucupira, unha-de-gato, cipó-mil-homens e andiroba. Miguel orienta os visitantes a respeito das indicações, modos de preparo e possíveis restrições de uso, reforçando que o consumo deve ser feito com cautela e, quando necessário, com acompanhamento médico.
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Tradição que resiste
A presença do indígena em Camaquã representa mais do que uma feira de produtos naturais: é um intercâmbio cultural. O compartilhamento dos saberes sobre ervas e raízes mostra a força das tradições indígenas e a importância de preservar a biodiversidade da Amazônia.
A exposição permanece na Praça Zeca Netto até quinta-feira (23), aberta ao público durante todo o dia.





