O aumento das temperaturas em Mariana Pimentel e cidades vizinhas provocou um crescimento no número de acidentes com cobras na região. Com o calor, esses répteis ficam mais ativos, o que eleva o risco de encontros perigosos com moradores e animais domésticos ou de criação. A prefeitura local alerta que cães, bois e cavalos são as principais vítimas, mas o risco para seres humanos é real e exige atenção imediata das comunidades rural e urbana.

Limpeza está entre as iniciativas que devem ser tomadas para evitar as cobras
A Secretaria de Agricultura e a Vigilância Sanitária recomendam a limpeza rigorosa de terrenos e arredores de casas para evitar a proximidade dos animais. O acúmulo de lenha, entulho e alimentos estocados de forma incorreta atrai roedores, que são a principal presa das serpentes. Manter galpões arejados e livres de sujeira interrompe o ciclo alimentar desses répteis, que buscam esses locais para caçar, funcionando como controladores naturais de pragas.
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Em caso de picada em humanos, a orientação é manter a calma e lavar o local apenas com água e sabão, sem fazer torniquetes ou tentar sugar o veneno. A vítima deve ser levada rapidamente à Unidade Básica de Saúde (UBS) do município. Se possível, identificar o tipo de cobra — como a jararaca, a mais comum na região, ou a coral — ajuda os médicos na escolha do soro correto para o tratamento do paciente.
Para os proprietários de animais na zona rural, a recomendação veterinária é manter um estoque preventivo de soro antiofídico e medicamentos auxiliares, como antibióticos e anti-inflamatórios. O tratamento deve ocorrer sempre sob a supervisão de um profissional. As espécies que exigem maior cuidado na região são as jararacas e cruzeiras, líderes em registros, além da cascavel e da cobra-coral, esta última considerada altamente venenosa, apesar do baixo índice de ataques.





