A tranquilidade dos moradores de Ilhota, no Vale do Itajaí, foi substituída por um cenário de isolamento forçado. O motivo não é uma nova pandemia, mas a infestação do maruim (Culicoides paraensis), um mosquito minúsculo que está mudando a rotina de Santa Catarina. Em pleno calor de 30°C, famílias relatam que a única forma de evitar o ataque voraz do inseto é trancar janelas e usar casacos pesados.

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O Que é o Maruim e Por Que Ele é Tão Perigoso?
Diferente do mosquito da dengue, o maruim é praticamente imperceptível a olho nu, sendo até 12 vezes menor que o Aedes aegypti. De acordo com especialistas da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), apenas as fêmeas picam, utilizando o sangue humano como suplemento para a produção de ovos.
O grande perigo reside na transmissão da Febre do Oropouche. Esta doença apresenta sintomas perigosamente parecidos com os da Dengue e Chikungunya, como:
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Dores intensas de cabeça e articulações;
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Náuseas e diarreia;
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Febre alta e prostração.
Atenção: Atualmente, não existe um tratamento específico para a Febre do Oropouche. O acompanhamento médico e o repouso são as únicas recomendações para os infectados.
Por Que a Infestação em Ilhota Aumentou?
Especialistas e a própria prefeitura apontam que o clima úmido somado à forte atividade agrícola (cultivo de arroz e banana) cria o “berçário perfeito” para o inseto. O maruim se reproduz em locais com muita matéria orgânica em decomposição, como brejos e pântanos, comuns na região do Vale do Itajaí.
Resposta das Autoridades
A Prefeitura de Ilhota confirmou que está em processo administrativo para contratar uma empresa especializada no controle do mosquito. A metodologia deve seguir o exemplo da cidade vizinha, Luiz Alves, que já é referência no combate à praga. Enquanto o serviço não é executado, a orientação é o uso de repelentes específicos e barreiras físicas nas residências.



