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IR 2026: Contador Cléber Dornelles alerta para o rigor na conferência de dados

Especialista detalha regras de obrigatoriedade, alerta para o cruzamento de dados via cartão de crédito e explica como a declaração pré-preenchida exige revisão minuciosa

Com o início do período de ajuste anual junto à Receita Federal, o contador Cléber Dornelles trouxe esclarecimentos fundamentais para que os contribuintes fiquem em dia com o Leão em 2026. Em entrevista durante o programa Primeira Hora desta quinta-feira (02), o especialista detalhou desde as facilidades tecnológicas até os cuidados necessários para não cair na malha fina, reforçando que a organização é a maior aliada do cidadão.

IR 2026: Contador Cléber Dornelles alerta para o rigor na conferência de dados
Foto: Alice Campos | AcústicaFM

Contador alerta sobre declaração pré-preenchida

A grande aposta da Receita Federal para este ano continua sendo a declaração pré-preenchida, que busca facilitar a vida do contribuinte ao importar dados automaticamente. Segundo Cléber, “ela já vem com todas as informações que a Receita Federal tem em poder dela, inclusive com relação a despesas médicas e instituições”.

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No entanto, o contador faz um alerta importante: a automação não isenta a responsabilidade de quem declara. “O importante é sempre, antes de confirmar, conferir a informação. Como é uma demanda muito grande, tem algumas informações que ainda não estão 100% corretas, ou estão faltando alguma coisa”, adverte.

Regras em 2026

Para 2026, as regras de obrigatoriedade envolvem rendimentos e evolução patrimonial. Dornelles pontua que a “receita obrigatória é para quem ganha acima de R$ 35.584” (referente ao ano-base 2025). Mas há exceções importantes: “Mesmo que tu tenha um valor menor que esse aí, mas se teve retenção de Imposto de Renda, nem que seja um mês, R$ 10 que tu tem de retenção no ano, tu é obrigado a declarar também”. Além disso, quem teve variação patrimonial por negociações acima de R$ 200 mil também deve prestar contas.

Outro ponto de atenção é a mistura entre contas pessoais e empresariais, erro comum entre empreendedores. “Pessoa física é física, jurídica é jurídica… não mistura os bolsos”, orienta Cléber. Ele destaca que o cruzamento de dados está cada vez mais refinado: “O cartão de crédito é o mais fácil… hoje eles já estão cruzando essa informação. Tu pode cair numa malha [fina]”.

Tags: Imposto de renda, IR, leão