Um homem foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão pelo Tribunal do Júri de Camaquã, na quinta-feira(17), pela tentativa de feminicídio de sua companheira. O réu, que já estava preso, foi considerado culpado por motivo torpe, no contexto de violência doméstica, e por utilizar recurso que dificultou a defesa da vítima.

Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!
A Condenação e a Atuação do Ministério Público
A sentença foi proferida após o julgamento em Camaquã. O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) atuou na acusação, representada pelo promotor de Justiça Fernando Mello Müller. Durante o processo, a Promotoria argumentou que a ação do acusado foi motivada por ciúmes e sentimento de posse em relação à vítima, e que ele agiu com a intenção de tirar a vida da mulher. O promotor Müller indicou que a decisão do júri em Camaquã acolheu os pedidos do MPRS, resultando na condenação. A Promotoria estuda a possibilidade de interpor recurso com o objetivo de solicitar o aumento da pena imposta.
Detalhes do Crime
O episódio que levou à condenação ocorreu em 24 de junho de 2023, em Camaquã. A vítima havia retornado à sua residência após uma viagem a trabalho. O acusado, então, exigiu acesso ao telefone celular da mulher, sob a alegação de verificar uma suposta infidelidade. Mesmo após a revista do aparelho não revelar indícios de traição, o homem iniciou agressões verbais e, posteriormente, físicas contra a companheira.
A vítima foi derrubada ao chão, mas conseguiu escapar da residência. No entanto, foi perseguida pelo acusado em via pública. O homem, que portava uma arma, efetuou disparos contra ela, atingindo um dos braços da mulher. A consumação do feminicídio foi impedida pela intervenção de populares que presenciaram a cena e auxiliaram a vítima. Após a intervenção de terceiros, o agressor fugiu do local.



