Em entrevista na manhã desta quarta-feira (26), o Capitão Einloft destacou a crescente preocupação com a violência contra a mulher em Camaquã. Ele mencionou que, em 2024, a Brigada Militar realizou 917 fiscalizações relacionadas à Lei Maria da Penha, resultando no atendimento a 302 mulheres. Este ano, em apenas 55 dias, já foram cadastradas 44 novas mulheres, evidenciando a necessidade urgente de apoio e proteção.
A Soldado Natália Pagani, especialista na Patrulha Maria da Penha, explicou que a atuação da Brigada Militar vai além da fiscalização:
“Nós trabalhamos no pós-delito, garantindo que as mulheres que solicitaram medidas protetivas estejam seguras e que essas medidas sejam cumpridas”, afirmou. Ela ressaltou a importância de informar as mulheres sobre seus direitos e como elas podem buscar ajuda.
Os militares também abordaram o aumento das denúncias, com um crescimento de 24% nas ligações para o Disque Mulher (180) em 2024. Essa alta é um indicativo de que mais mulheres estão se sentindo encorajadas a denunciar a violência, resultado do trabalho contínuo de conscientização realizado pela Brigada Militar nas escolas e comunidades.
Conforme Pagani, a Brigada Militar tem se empenhado em realizar visitas discretas às vítimas, oferecendo apoio psicológico e assistência legal. Ao final da entrevista, o Capitão Einloft complementou, afirmando que a presença da viatura é vista como um sinal de apoio e segurança para as vítimas.
Lei Maria da Penha
Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei nº 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, tem como objetivo proteger a mulher da violência doméstica e familiar. A lei recebeu esse nome devido à luta da Farmacêutica Maria da Penha por, vítima de violência doméstica.