O Partido Liberal (PL) oficializou a pré-candidatura do deputado federal Luciano Zucco ao governo do Rio Grande do Sul, em evento realizado neste sábado, 11, em Porto Alegre. O anúncio contou com a participação do senador Flávio Bolsonaro, reforçando o alinhamento da campanha estadual com a estratégia nacional da legenda. Durante a cerimônia, Zucco entregou um documento com as principais prioridades gaúchas frente à União, sinalizando as diretrizes de seu plano de gestão.

Luciano Zucco aposta no discurso de de renovação para o estado
Tenente-coronel com mais de duas décadas de carreira no Exército, Luciano Zucco consolidou sua força política ao ser o deputado mais votado do Estado em duas eleições consecutivas: para a Assembleia Legislativa em 2018 e para a Câmara Federal em 2022. O militar aposta no discurso de renovação e na proximidade com o eleitorado conservador. O ato político marca o início de uma nova fase na organização das forças de direita no território sul-rio-grandense.
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Um dos pontos centrais da manifestação de Zucco foi a crítica à dívida pública do Rio Grande do Sul com o governo federal. O pré-candidato defendeu a renegociação dos juros para que os recursos permaneçam no Estado e sejam aplicados em investimentos locais, em vez de serem drenados pelo passivo financeiro. Segundo o parlamentar, o equilíbrio das contas é fundamental para interromper o que chamou de “sangria” de recursos que penaliza a população gaúcha há décadas.
A articulação política avançou com a confirmação da aliança entre o PL e o Progressistas (PP), encerrando semanas de incertezas nos bastidores. O PP, que também era sondado pela coligação do MDB, optou por apoiar o nome de Zucco, indicando Silvana Covatti para a vaga de vice-governadora na chapa. Essa união altera o equilíbrio de forças na disputa pelo Palácio Piratini, consolidando um bloco de oposição robusto para o pleito deste ano.
O cenário eleitoral agora aguarda o período das convenções partidárias, que ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto, conforme determina a legislação vigente. É nesse intervalo que as candidaturas deixam de ser “pré-candidaturas” e se tornam oficiais perante a Justiça Eleitoral. Até lá, os partidos devem intensificar as agendas de mobilização e a construção de alianças para garantir tempo de propaganda no rádio e na televisão.



