O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta terça-feira (31), que o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), repetirá a dobradinha na chapa que buscará a reeleição em outubro. O anúncio ocorreu durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, marcando o início de uma reforma administrativa forçada pelo calendário eleitoral. Para viabilizar a candidatura, Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), concentrando-se exclusivamente na função de vice.

Lula exige que ocupantes de cargos se afastem de suas funções
A movimentação atende à Lei de Inelegibilidades, que exige que ocupantes de cargos no Poder Executivo se afastem de suas funções administrativas até seis meses antes do pleito — prazo que termina em 4 de abril. A regra de desincompatibilização busca evitar que a estrutura do governo seja utilizada para beneficiar candidatos, garantindo o equilíbrio na disputa. O cargo de vice-presidente, assim como o de presidente, é uma exceção a essa norma, permitindo que Alckmin permaneça no posto político enquanto deixa a gestão da pasta.
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Além de Alckmin, o governo projeta a saída de pelo menos 18 ministros que pretendem disputar cargos no Legislativo ou governos estaduais. Entre os nomes confirmados para a saída estão Fernando Haddad (Fazenda), que deve tentar o governo de São Paulo, e Rui Costa (Casa Civil), que mira o Senado pela Bahia. Para evitar a paralisia da máquina pública, a estratégia do Planalto tem sido promover os secretários-executivos ao posto de titulares, mantendo a continuidade dos projetos em andamento.
A dança das cadeiras na Esplanada dos Ministérios — termo que designa o conjunto de ministérios em Brasília — reflete o xadrez político para as eleições de 2026. Nomes como Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) também devem deixar suas pastas para concorrer ao Senado por São Paulo. O presidente Lula ressaltou que as trocas serão feitas de forma a minimizar impactos na gestão, priorizando nomes técnicos que já integram as equipes atuais para assumir o comando das pastas vagas.




