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Mãe de menino morto em Cristal pode ter sido ameaçada antes do ataque

Polícia Civil acredita que a mãe do menino e o namorado dela eram os verdadeiros alvos dos atiradores

O delegado Edson Ramalho afirmou, em entrevista à Rádio Acústica FM nesta terça-feira (24), que os dois homicídios registrados em fevereiro na Vila Formosa, em Cristal, podem ter relação com o tráfico de drogas na região. Os casos ocorreram nos dias 7 e 21 de fevereiro. Um homem foi morto após ter a casa incendiada e um menino de 10 anos morreu com um tiro na cabeça durante um ataque a uma residência. A Polícia Civil investiga os crimes em conjunto com a Delegacia de Polícia de Cristal.

Investigação indica que mãe de menino morto em Cristal pode ter sido ameaçada antes do ataque - delegacia de cristal - polícia civil
Delegacia de Polícia de Cristal. Foto: Divulgação.

Ramalho é delegado em São Lourenço do Sul e conduz as investigações. Segundo ele, “é de conhecimento da polícia que ali existem pontos de venda de drogas”.

Caso de 7 de fevereiro: incêndio e morte a pauladas

De acordo com a investigação, o crime do dia 7 ocorreu após um desentendimento em um ponto de venda de drogas na Vila Formosa. O suspeito teria ido ao local para buscar entorpecentes quando iniciou uma discussão. Em seguida, ateou fogo na residência.

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Cinco pessoas estavam na casa, entre elas um homem com deficiência visual. Após o início do incêndio, os ocupantes tentaram fugir. Conforme a Polícia Civil, o suspeito passou a agredir as vítimas, e o homem com deficiência visual caiu e ficou para trás, sendo atingido com pauladas até morrer.

O suspeito foi identificado no mesmo dia do crime e a prisão ocorreu na manhã de domingo (22). A Polícia Civil aguarda os laudos da necrópsia para concluir o inquérito e formalizar o indiciamento. Segundo o delegado, “ao que tudo indica, ele responderá o processo preso”.

As investigações apontam que as pessoas envolvidas no caso têm ligação com o tráfico de drogas.

Ataque do dia 21 deixou criança morta

No segundo caso, ocorrido em 21 de fevereiro, um menino de 10 anos foi morto durante um ataque a tiros contra uma residência da Vila Formosa. Uma menina de 6 anos foi atingida de raspão.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de pelo menos dois autores. Conforme o delegado, de dois a três homens estacionaram um veículo em frente ao imóvel e tentaram invadir a casa. Como não conseguiram entrar, efetuaram disparos contra a porta e as paredes, que são de madeira.

A investigação indica que o alvo seria a mãe do menino e o namorado dela, que não estava na residência no momento do ataque. Ele havia saído horas antes. Um irmão da mulher também estava na casa. A polícia apura se ele também poderia ser alvo ou se estava no local para prestar apoio diante de ameaças anteriores.

Segundo o delegado, a principal linha de investigação é “cobrança de dívida de forma muito violenta”. No tráfico local, “todo traficante pequeno pega a droga consignada de um traficante maior”. Em caso de dificuldades no pagamento, podem ocorrer cobranças. O que preocupa, segundo Ramalho, é o “excesso de violência” empregado nesses episódios.

Até o momento, nenhum suspeito pelo ataque que matou o menino foi preso.

Policiamento reforçado na Vila Formosa

De acordo com o delegado, há atuação conjunta da Polícia Civil com a Brigada Militar, com reforço no policiamento na Vila Formosa para prevenir novos crimes.

Ramalho afirmou que a polícia reconhece que “a maioria dos moradores é trabalhador e quer tranquilidade”. Segundo ele, a estratégia inclui presença ostensiva para reforçar a sensação de segurança. “Queremos mostrar a presença do estado”, declarou.

A Polícia Civil segue com as diligências e aguarda resultados periciais para avançar na responsabilização dos envolvidos.