SEGURANÇA

Maio Laranja 2026: especialista reforça importância da escuta e acolhimento de crianças vítimas de violência

Psicóloga Renata Maines abordou sinais de abuso, acolhimento e a importância do Disque 100

A psicóloga Renata Maines participou do programa Conecta, da Rádio Acústica FM, nesta quarta-feira (27), para discutir a campanha Maio Laranja, voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Em entrevista à comunicadora Clarissa Meroni, a profissional falou sobre prevenção, acolhimento e os desafios enfrentados no combate à violência infantil.

Maio Laranja: especialista reforça importância da escuta e acolhimento de crianças vítimas de violência
Foto: Alice Campos/Acústica FM

Durante a abertura do programa, Clarissa ressaltou a importância do debate e destacou a trajetória da entrevistada. Renata é servidora pública municipal na Secretaria do Desenvolvimento Social de Camaquã e atua no acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade, com foco na saúde mental e garantia de direitos.

Ao longo da conversa, a psicóloga explicou que a violência sexual infantil nem sempre deixa marcas físicas, mas costuma provocar mudanças emocionais e comportamentais nas vítimas. Segundo ela, alterações no sono, no apetite, no rendimento escolar e no comportamento social podem indicar que a criança está vivendo alguma situação de sofrimento.

Renata também destacou que muitas vítimas não conseguem relatar imediatamente o que estão vivendo. Sentimentos como medo, vergonha, culpa e confusão dificultam a denúncia:

“A criança muitas vezes se culpa pelo que aconteceu e acredita que não será compreendida”, afirmou durante a entrevista.

Outro tema abordado foi a necessidade de validar o relato das crianças e adolescentes. A profissional alertou que familiares e pessoas próximas frequentemente desacreditam os sinais ou tentam minimizar as situações por envolverem pessoas conhecidas do convívio familiar. Conforme Renata, o abusador costuma ser alguém considerado confiável pela família.

A comunicadora Clarissa Meroni compartilhou experiências vividas ao longo da atuação na educação e ressaltou que as escolas têm ampliado a atenção aos sinais de violência. Ela destacou que professores e equipes pedagógicas estão mais preparados para identificar alterações no comportamento dos alunos e encaminhar situações suspeitas aos órgãos responsáveis.

Durante o programa, Renata reforçou que a sociedade também possui responsabilidade no enfrentamento à violência sexual infantil. Segundo ela, não é necessário investigar os fatos antes de denunciar, mas sim comunicar suspeitas aos órgãos competentes. A psicóloga lembrou que denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio do Disque 100.

Ao final da entrevista, as participantes destacaram que o Maio Laranja busca ampliar a conscientização e incentivar o debate sobre um tema ainda cercado por tabus. Para Renata Maines, falar sobre violência sexual infantil é uma forma de prevenção e proteção.

Confira as orientações da terapeuta sobre acolhimento de crianças vítimas de violência

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