Eleições 2026

Na Acústica, Manuela d’Ávila aponta banimento das Bets

Candidata detalhou suas pautas prioritárias para as eleições deste ano

Em entrevista concedida à Rádio Acústica, a ex-deputada federal e candidata ao Senado Federal pelo PSOL, Manuela d’Ávila, detalhou os eixos centrais de sua plataforma política. Após um hiato de sete anos afastada de mandatos eletivos, a política gaúcha abordou desde diretrizes econômicas e de segurança pública até propostas de reestruturação do Poder Judiciário em sua campanha nas eleições 2026.

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Histórico eleitoral de Manuela d’Ávila e concatenação com a maternidade

Com trajetória iniciada na Câmara de Vereadores de Porto Alegre em 2004, Manuela consolidou-se no cenário gaúcho ao alcançar votações expressivas para a Câmara dos Deputados — atingindo 271 mil votos no primeiro mandato e 482 mil no pleito seguinte. A decisão de retornar à esfera estadual em 2014, segundo a candidata, esteve atrelada à necessidade de conciliar a vida comunitária com o planejamento familiar. Mais tarde, em 2018, disputou a Vice-Presidência da República conciliando a rotina do processo eleitoral com os cuidados da maternidade, fator que qualifica como um dos grandes gargalos para a representatividade feminina na política.

Pautas Prioritárias no Senado Federal

Durante a sabatina, a postulante destacou quatro pilares de atuação legislativa no Congresso Nacional:

  • Regulamentação e Banimento de Apostas Eletrônicas: Defesa da interdição das plataformas de bets no território nacional, fundamentada nos impactos financeiros sociofamiliares e no endividamento da população.

  • Mecanismos de Proteção à Mulher: Proposição do aluguel social emergencial voltado a vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade extrema, visando assegurar moradia imediata e desvincular as vítimas do ambiente de risco.

  • Mitigação de Impactos Climáticos: Implementação de planos integrados de irrigação no Rio Grande do Sul e fortalecimento institucional de órgãos de pesquisa e extensão rural, como Embrapa, Emater e Irga, com foco no suporte ao produtor rural diante de intempéries extremas.

  • Postura Institucional: Promoção de um ambiente de diálogo diplomático no Congresso Nacional para superar a polarização agressiva.

Alterações Estruturais no Supremo Tribunal Federal

A respeito do controle de conduta e da atuação do Judiciário, Manuela d’Ávila defendeu que o Senado cumpra seu papel fiscalizador com isonomia, sem distinção partidária ou ideológica no julgamento de ministros do STF. Além disso, apresentou três propostas de reforma para a Suprema Corte:

  1. Mandato com prazo fixo: Estabelecimento de um limite de 12 anos de atuação para ministros do STF.

  2. Paridade de Gênero: Obrigatoriedade de alternância entre homens e mulheres na indicação das vagas.

  3. Código de Ética: Redação de um novo regulamento ético aplicável aos magistrados do tribunal supremo.

Relação Interfederativa, Infraestrutura e Pedágios

Em relação às demandas regionais, a candidata ressaltou que o repasse de recursos federais ao estado é uma obrigação constitucional independentemente da gestão no Poder Executivo. Defendeu também a necessidade de diálogo transversal com a bancada gaúcha e criticou o atual modelo de concessões rodoviárias no trecho entre Camaquã e Rio Grande (BR-116), argumentando que o formato vigente eleva custos e divide municípios sem garantir os investimentos de infraestrutura necessários.

No pleito atual, Manuela d’Ávila integra a coligação composta por Paulo Pimenta e Juliana Brizola, no bloco de apoio do governo federal.

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