Máquinas da prefeitura de Camaquã e da Associação dos Usuários do Arroio Duro (AUD), iniciaram a limpeza e o desassoreamento da Sanga do Passinho, no bairro Getúlio Vargas, para facilitar o escoamento das águas pluviais. A intervenção ocorre após moradores relatarem que as estruturas de contenção, conhecidas como gabiões — gaiolas de arame preenchidas com pedras —, estariam retendo o fluxo da água. O acúmulo de detritos e terra na estrutura da BR-116 agravou os alagamentos recentes na região, que registraram índices superiores a 200 milímetros de chuva.

Sanga do passinho recebe os trabalhos preventivos
O trabalho de remoção de resíduos da Sanga do Passinho começou nas galerias próximas ao Sesc e avançou pelos bairros Olaria e Getúlio Vargas. Segundo técnicos, o desassoreamento consiste na retirada de areia e terra do fundo do canal para aumentar sua capacidade de vazão.
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A medida busca corrigir gargalos no fluxo que vem do centro e se dissipa sob a rodovia federal. O objetivo é impedir que o nível da sanga suba rapidamente e atinja as residências vizinhas em novos temporais.
A mobilização das equipes ocorre em um ponto crítico, onde o desvio do curso d’água gerava preocupação entre os residentes da zona da várzea.
Com a retirada dos sedimentos acumulados ao lado dos gabiões, a expectativa é que a água passe com fluidez sob a estrutura da BR-116. A prefeitura afirma que a ação é preventiva e prioritária para evitar que o cenário de inundações se repita, garantindo a segurança de quem vive nas áreas mais baixas da cidade.





