O empresário Marcelo Marques anunciou nesta terça-feira (27) que não será candidato à presidência do Grêmio. A decisão, comunicada durante o programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, foi motivada principalmente pelo ambiente político interno do clube, que, segundo ele, se sobrepõe ao futebol.

Marques afirmou que sua escolha não tem volta. Disse ter subestimado a influência da política gremista e reconheceu que não se adapta ao cenário de disputas internas. Destacou ainda que, apesar de figurar entre os nomes cotados para a sucessão, não vê perfil para lidar com o cotidiano político do clube.
Além disso, citou outros fatores que pesaram em sua decisão: a pressão da torcida em meio a uma temporada irregular, críticas recebidas por sua atuação na atual gestão de Alberto Guerra e o crescimento de sua empresa, Marquespan, que está em expansão para São Paulo.
Participação financeira no Grêmio deve continuar
Mesmo fora da corrida presidencial, Marques assegurou que seguirá auxiliando financeiramente o clube. Lembrou que adquiriu a Arena por R$ 145 milhões e a repassou ao Grêmio, e reafirmou o compromisso de contribuir em contratações, com a condição de receber valores apenas após a quitação de outras dívidas prioritárias.
De acordo com o empresário, sua forma de apoiar é mais efetiva no campo financeiro do que no político. Ele destacou que prefere ajudar em demandas específicas, como a aquisição de atletas ou infraestrutura, mas não pretende disputar cargos.
Marcelo Marques deixa futuro aberto, mas sem prazo definido
Marques descartou indicar outro nome para a presidência. Reconheceu afinidade com o empresário Celso Rigo, mas reforçou que ele também não tem interesse no cargo.
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Questionado sobre um possível retorno à disputa em outra ocasião, não descartou a hipótese. Afirmou que pode se preparar para o futuro, mas avaliou que sua desistência neste momento compromete parte de sua credibilidade política.



