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Marcelo Moraes detalha entregas na Costa Doce e projeta cenário político gaúcho

Entre os anúncios feitos pelo deputado, o destaque foi para a destinação de R$ 1 milhão para obras viárias em Camaquã e recursos para a agricultura em Chuvisca

Na manhã desta quarta-feira (22), o programa Primeira Hora recebeu o deputado federal Marcelo Moraes (PL) para uma conversa detalhada sobre o panorama político gaúcho e as entregas de recursos para a região da Costa Doce. O parlamentar trouxe atualizações sobre investimentos em infraestrutura e agricultura, além de projetar o futuro eleitoral do Rio Grande do Sul e demonstrar apreensão com os rumos da economia nacional.

Marcelo Moraes detalha entregas na Costa Doce e projeta cenário político gaúcho
Foto: Alice Campos | AcústicaFM

Investimentos Locais

A agenda de Marcelo Moraes na região foi marcada pela destinação de verbas que tocam diretamente a vida do cidadão e do produtor rural. Durante a entrevista, o deputado celebrou o avanço de emendas para municípios vizinhos, destacando que o trabalho começou com a entrega de R$ 250.000 para equipamentos agrícolas em Chuvisca. Em Camaquã, o foco se divide entre o suporte social e a infraestrutura urbana.

O parlamentar confirmou que R$ 200.000 destinados à APAE já estão sob gestão da prefeitura, além de um valor idêntico para a compra de implementos agrícolas voltados às associações de produtores locais. No entanto, o anúncio mais aguardado foi o de um novo recurso de R$ 1 milhão para a pavimentação da rua Getúlio Vargas, uma demanda articulada pelo ex-prefeito Ivo. Marcelo explicou o trâmite burocrático: “O recurso já está inclusive cadastrado, aguardando empenho. Por óbvio que eu, sendo um deputado de oposição, talvez isso vá acontecer — o depósito do recurso — após o período eleitoral, porque existe uma regra eleitoral”.

A crise do tabaco

Marcelo Moraes não poupou críticas ao atual governo federal, alegando uma perseguição ideológica que estaria prejudicando as exportações brasileiras. Segundo ele, a safra atual reflete essa instabilidade, pagando valores significativamente menores que no ano anterior.

“O governo federal, o governo Lula, ele vem perseguindo os agricultores, os fumicultores de todas as maneiras possíveis e isso causa uma insegurança no mercado internacional, fazendo com que outros países tenham uma certa resistência em comprar o nosso tabaco. E isso faz com que o preço vá lá para baixo”, disparou o deputado. Ele ainda criticou duramente a medida provisória que elevou o imposto sobre o cigarro em 55%, argumentando que a conta foi repassada ao produtor: “Ele vai lá e coloca todo esse custo no colo dos nossos fumicultores […] isso só vai incentivar que o contrabando aumente”.