O carro é o principal meio de locomoção dos trabalhadores de Camaquã, segundo dados do Censo 2022 sobre Trabalho e Rendimento, divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento indica que 38,3% dos trabalhadores utilizam automóveis para se deslocar até o trabalho, o equivalente a 8,3 mil pessoas.

Dos 29 mil camaquenses ocupados, 21 mil exercem suas atividades dentro do município, enquanto mil se deslocam para outras cidades e 6,8 mil trabalham em casa ou na propriedade rural. Isso significa que 68% da população economicamente ativa atua em Camaquã, dado que reforça a relevância da economia local e dos pequenos empreendimentos.
Bicicleta tem uso acima da média estadual
Após o automóvel, os meios de transporte mais utilizados são a motocicleta (15,2%), a bicicleta (11,3%) e o ônibus (8,7%). O uso de bicicletas se destaca em comparação ao Rio Grande do Sul, onde apenas 4,4% dos trabalhadores pedalam até o local de trabalho.
O dado coloca Camaquã acima da média estadual em mobilidade sustentável, embora o município ainda enfrente desafios estruturais para ampliar o uso desse meio de transporte.
Falta de estrutura desestimula ciclistas
Segundo o IBGE, mais de 99% das vias de Camaquã não têm sinalização para ciclistas, o que representa um obstáculo para quem depende da bicicleta. Além disso, 85,6% das ruas não contam com paradas de ônibus ou vans, o que limita o acesso ao transporte público, especialmente nas regiões periféricas.
Especialistas apontam que a ampliação de ciclovias e a instalação de infraestrutura segura e integrada são fundamentais para estimular alternativas sustentáveis de deslocamento urbano.
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Trajetos curtos predominam
O levantamento também mostra que os trajetos até o trabalho são, em sua maioria, curtos. Entre os motoristas, 47,8% levam de 6 a 15 minutos para chegar ao destino. Já entre os usuários de ônibus, 45,7% gastam de 16 a 30 minutos.
O deslocamento a pé é opção para 23,5% dos trabalhadores, especialmente entre aqueles que moram próximos ao local de trabalho, com percursos que não ultrapassam 15 minutos.
Mobilidade e desenvolvimento local
Os dados reforçam a dependência do transporte individual em Camaquã, mas também revelam potencial para políticas públicas voltadas à mobilidade ativa, como o incentivo ao uso de bicicletas e a melhoria do transporte coletivo.
Com base no Censo 2022, o diagnóstico do IBGE oferece subsídios importantes para o planejamento urbano e ambiental do município, alinhando desenvolvimento econômico e sustentabilidade.
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