SAÚDE

Menopausa: endocrinologista esclarece mitos e reforça importância do acompanhamento médico

Gabriela Schönhofen explicou sintomas, opções de tratamento, riscos da automedicação e os cuidados necessários durante a transição para a menopausa

A médica endocrinologista Gabriela Schönhofen participou da programação da Rádio Acústica FM nesta quarta-feira (5) para falar sobre menopausa, reposição hormonal e os principais cuidados que as mulheres devem adotar durante essa fase da vida. Durante a entrevista, a especialista destacou a importância da avaliação médica individualizada e alertou para os riscos da automedicação e das informações sem embasamento científico divulgadas nas redes sociais.

Menopausa: endocrinologista esclarece mitos e reforça importância do acompanhamento médico
Foto: Alice Campos/Acústica FM

Segundo Gabriela, a menopausa é caracterizada pela ausência de menstruação por 12 meses consecutivos, mas os sintomas podem surgir antes, durante o período conhecido como climatério ou perimenopausa. Entre os sinais mais comuns estão alterações de humor, insônia, ganho de peso, especialmente na região abdominal, ressecamento da pele e os conhecidos fogachos, que são ondas repentinas de calor.

A endocrinologista explicou que a reposição hormonal pode trazer benefícios significativos para muitas pacientes, desde que seja indicada após avaliação médica adequada. Ela ressaltou que o tratamento não deve ser iniciado com base em experiências de terceiros ou recomendações encontradas na internet, já que cada caso possui características específicas e contraindicações que precisam ser analisadas.

Gabriela também comentou que ainda existem muitos mitos envolvendo a terapia hormonal, especialmente a associação automática com o desenvolvimento de câncer de mama. Conforme a médica, há situações em que o tratamento é contraindicado, mas também existem mulheres que apresentam grande melhora na qualidade de vida com a reposição hormonal.

Outro ponto abordado foi o uso inadequado da testosterona em mulheres. A especialista alertou que o hormônio possui indicação bastante restrita e que sua utilização sem necessidade clínica pode provocar aumento do risco cardiovascular, alterações no colesterol, trombose e efeitos de masculinização, como surgimento de pelos faciais, acne, queda de cabelo e engrossamento da voz.

Durante a entrevista, a médica reforçou ainda a importância da prática regular de atividades físicas e da alimentação equilibrada. De acordo com ela, o exercício é fundamental para preservar a massa muscular, combater o ganho de peso e contribuir para a manutenção da qualidade de vida durante o envelhecimento.

A endocrinologista explicou que a menopausa costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos, embora existam exceções que exigem investigação médica. Antes de indicar a terapia hormonal, são realizados exames como mamografia, preventivo ginecológico, ultrassom transvaginal e avaliações laboratoriais para garantir a segurança da paciente.
Ao final da entrevista, Gabriela reforçou que nunca é tarde para adotar hábitos mais saudáveis. Segundo ela, iniciar atividades físicas, abandonar o cigarro e buscar acompanhamento profissional são atitudes que podem melhorar significativamente a saúde e a qualidade de vida em qualquer fase da vida.

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Tags: endocrinologista, menopausa