O cantor e compositor Lindomar Castilho morreu nesta sexta-feira (19) aos 85 anos, em Goiânia. Conhecido na década de 1970 como o “Rei do Bolero”, o artista sofria da doença de Parkinson há cerca de dez anos e vivia recluso.

A confirmação da morte foi feita por sua filha, Lili de Grammont, em uma rede social. O velório ocorre neste sábado, 20, no Cemitério Santana, na capital goiana. A causa oficial do óbito não foi informada pela família ou pela equipe médica.
Lindomar Castilho foi alvo de polêmicas
A trajetória de Castilho foi marcada pela transição do sucesso musical para as páginas policiais. Em 1981, ele assassinou a ex-mulher, a cantora Eliane de Grammont, com cinco tiros em uma boate em São Paulo. O crime ocorreu porque o músico não aceitava o fim do relacionamento. Condenado a 12 anos de prisão em 1984, o artista cumpriu parte da pena e passou a viver longe dos holofotes após ganhar a liberdade.
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No auge da carreira, Lindomar Castilho emplacou hits populares como “Você é Doida Demais” e “Eu Amo a Sua Mãe”. A primeira canção ganhou sobrevida na cultura pop ao ser escolhida como tema de abertura da série “Os Normais”, da TV Globo, nos anos 2000. Apesar do talento vocal, sua imagem pública ficou permanentemente associada ao feminicídio — termo jurídico atual para o assassinato de mulheres por razões de gênero, que na época era tratado como crime passional.
Em seu desabafo, Lili de Grammont afirmou que o pai “morreu em vida” ao tirar a vida de sua mãe. Ela descreveu a perda como o fim de um homem que se perdeu na própria vaidade e narcisismo.
O episódio do assassinato de Eliane é considerado um marco na luta pelos direitos das mulheres no Brasil, pois mobilizou movimentos sociais contra a tese de “legítima defesa da honra”, frequentemente usada para absolver homens que matavam suas companheiras.




