Na manhã desta sexta-feira (28), o programa Primeira Hora abordou a força do agronegócio e a preparação sanitária do Estado ao receber o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), Mauro Moreira. Em pauta, o dirigente destacou o trabalho técnico dos médicos veterinários e zootecnistas no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, ressaltando que o rigor no controle de doenças e no bem-estar animal é a base para garantir a qualidade genética das mais de 5,7 mil cabeças inscritas e proteger o setor produtivo.

Regras essenciais de convivência nos galpões
Além de enfatizar os bastidores da produção, o presidente do CRMV-RS fez um apelo rigoroso às famílias que visitam os galpões de exposição para que respeitem o espaço e a natureza dos animais. Moreira lembrou que os exemplares de grande porte — criados essencialmente a campo — sofrem com o estresse natural de estar fora de seu habitat e expostos ao grande fluxo de pessoas, relatando situações graves de imprudência registradas em edições anteriores, como pais colocando crianças sobre touros e búfalos deitados. “As pessoas precisam ter a percepção de que o animal não está acostumado com isso e que possui força suficiente para puxar um caminhão. A exposição é para ser vista, não para ser tocada. O apelo principal é para que cuidem para não haver contato físico com os animais. Não toque nos animais”, reforçou o convidado ao citar os riscos de acidentes e as exigências de biossegurança entre os estandes.
Programação técnica na Casa do Veterinário
Durante a entrevista, o dirigente apresentou os detalhes do espaço institucional mantido pelo conselho dentro do parque, reestruturado para funcionar como uma verdadeira embaixada da medicina veterinária e da zootecnia durante a feira. O público e os profissionais da Região Sul encontrarão no local uma programação diária com palestras técnicas, lançamentos de projetos nacionais e encontros com lideranças do Ministério da Agricultura, além de comitivas internacionais do Uruguai, Argentina e Portugal. “Nossa casa se tornou uma verdadeira referência. No ano passado, circularam por ali mais de 1.000 médicos veterinários de todo o Brasil. Receberemos autoridades e colegas de vários países para palestras técnicas no segundo andar e para conhecer a profissão no Estado”, convidou o presidente da autarquia federal, que conta com mais de 18,5 mil profissionais ativos no Rio Grande do Sul.
Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!
O impacto do agronegócio na economia gaúcha
Mauro Moreira sublinhou a representatividade das ciências agrárias para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, lembrando que o agronegócio responde por cerca de 41% do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho. O especialista reforçou que a atuação médica veterinária vai muito além das propriedades rurais, estendendo-se por toda a cadeia industrial para assegurar que os alimentos que chegam à mesa da população cumpram rígidos padrões de qualidade e segurança sanitária. “As ciências agrárias são vitais para o nosso Estado. Por trás de cada agroindústria existe um médico veterinário que garante que esses alimentos estejam aptos para o consumo, desde o café da manhã com o leite, o queijo e o salame, até o nosso tradicional churrasco gaúcho”, concluiu o dirigente ao celebrar a união entre tradição, tecnologia e ciência no campo.





