No programa Primeira Hora desta quinta-feira (18), o debate central girou em torno das inovações e dos cuidados essenciais com a saúde metabólica e hormonal. A atração recebeu a renomada endocrinologista Dra. Gabriela Schönhofen, que trouxe esclarecimentos fundamentais sobre o recente lançamento do Ozivy no Brasil, uma versão sintética da já consagrada semaglutida. Durante a entrevista, a especialista detalhou como essa nova alternativa promete ampliar o acesso ao tratamento de doenças como o diabetes e a obesidade, mantendo o rigor científico.

Manejo correto dos medicamentos
Além de detalhar a natureza do novo fármaco, a Dra. Gabriela Schönhofen fez um alerta rigoroso sobre os cuidados logísticos que o paciente deve ter em casa, comparando a sensibilidade dessas substâncias à de outros imunizantes conhecidos. Segundo ela, tanto a semaglutida quanto os duplos análogos, como a tirzepatida, exigem atenção máxima ao termômetro para que não percam a sua eficácia terapêutica. “São medicamentos que são peptídios assim como a insulina, então a gente tem que armazenar dentro da geladeira… eles precisam ter aquela estabilidade assim como as vacinas”, enfatizou. Essa estabilização é o que garante os impressionantes resultados clínicos observados nos consultórios, onde “a semaglutida hoje a gente consegue chegar em média a 15% de perda de peso” e a tirzepatida abre caminhos ainda maiores, superando os 20% de redução ponderal, além de promoverem uma importante “proteção cardiovascular e proteção renal”.
Os riscos do mercado informal
A entrevista também serviu como um importante manifesto em defesa da segurança do paciente, condenando de forma enfática o uso de fórmulas manipuladas ilegais e a automedicação. A endocrinologista lembrou que, embora a semaglutida seja segura inclusive para o público jovem — visto que “a partir dos 12 anos já tem estudos com segurança” —, existem contraindicações severas, como histórico de pancreatite ou um tipo específico de câncer medular de tireoide.
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Diagnóstico consciente
Dra. Gabriela Schönhofen desmistificou as patologias da tireoide, frequentemente associadas a grandes temores por parte dos pacientes, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado. Ao analisar o cenário oncológico dessa glândula, cujo principal fator de risco externo é a radiação, ela destacou o comportamento majoritariamente brando da doença. “O câncer da tireoide geralmente não é tão agressivo, é um câncer mais indolente, com evolução mais lenta”, tranquilizou a especialista.



