saúde respiratória

O frio chegou: Dr. Mallmann alerta para cuidados essenciais com a saúde na transição para o inverno

Durante entrevista no programa Primeira Hora desta sexta (24), o especialista reforçou a necessidade de prevenção: "A gente pede, pede encarecidamente que façam as vacinas"

Na manhã desta sexta-feira (24), o programa Primeira Hora recebeu o pneumologista Dr. Marcelo Mallmann para uma conversa essencial sobre saúde preventiva. Com a chegada das baixas temperaturas, o especialista destacou a vulnerabilidade das “faixas etárias extremas”, como crianças nos primeiros anos de vida e idosos, que possuem sistemas imunitários ainda em formação ou já deficientes. O médico manifestou preocupação com os baixos índices de vacinação contra a influenza, que giravam em torno de apenas 10% entre o público infantil.

O frio chegou: Dr. Mallmann alerta para cuidados essenciais com a saúde na transição para o inverno
Foto: Bruno Bonilha

A importância da continuidade terapêutica

O Dr. Mallmann relatou casos de pacientes que acreditam não ter mais a doença apenas porque os índices estão controlados pelo fármaco. Ele alertou que suspender a medicação sem orientação pode causar crises graves, as chamadas exacerbações, que acabam superlotando as emergências. “Às vezes eu procuro um serviço de emergência e saio de lá com o vírus que vai se manifestar daqui a 3, 4 dias”, explicou o médico, ressaltando que evitar hospitais através da estabilidade clínica é a melhor estratégia durante o inverno.

Eficiência no tratamento respiratório

Sobre o tratamento de doenças como asma e DPOC, o convidado defendeu o uso de bombinhas e espaçadores em substituição aos nebulizadores tradicionais. Segundo o especialista, a via inalatória com o uso de espaçadores é mais rápida, precisa e higiênica, levando menos de um minuto para uma absorção que levaria até 15 minutos em uma nebulização comum. O médico detalhou que, enquanto a nebulização exige que o paciente fique imóvel e em silêncio por longo tempo, a técnica do spray garante que os receptores absorvam o componente em poucos minutos. “E o melhor é que o medicamento é todo bem absorvido”, garantiu, destacando a praticidade tanto para o paciente quanto para as equipes de enfermagem.

Riscos do fracionamento de medicamentos

Por fim, o Dr. Marcelo Mallmann esclareceu os perigos de triturar ou cortar comprimidos, especialmente aqueles de liberação prolongada, identificados pelas siglas XR ou LP. Esses remédios possuem um revestimento planejado para liberar a substância gradualmente no organismo. Ao quebrar essa barreira física, o paciente recebe toda a carga do medicamento de uma vez, perdendo o efeito terapêutico ao longo do dia ou da noite. “Se nós abrirmos ele, nós já quebramos esse mecanismo, aí ele é absorvido imediatamente, então perde o poder”, pontuou o doutor, orientando os ouvintes a sempre consultarem um médico antes de qualquer tentativa de fracionamento.