Lito Sousa morreu aos 59 anos, pouco mais de um mês depois de receber o diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob. A enfermidade é rara, afeta o sistema nervoso e provoca uma deterioração progressiva das funções cerebrais. A doença não tem cura e costuma evoluir rapidamente, com diferentes manifestações neurológicas ao longo do quadro.

A doença de Creutzfeldt-Jakob pertence ao grupo das enfermidades causadas por príons. Essas partículas são proteínas que apresentam uma alteração em sua estrutura e podem induzir outras proteínas do organismo a sofrerem mudanças semelhantes. O processo provoca um acúmulo de proteínas anormais no cérebro e causa danos progressivos às células nervosas.
Doença afeta sistema neurológico
Com a evolução da doença, o tecido cerebral sofre alterações que podem comprometer diferentes funções do organismo. Entre os sintomas estão perda de memória, mudanças de comportamento e dificuldades relacionadas aos movimentos. A progressão costuma ser rápida, embora a manifestação e a velocidade de evolução possam variar entre os pacientes.
Atualmente, não existe tratamento capaz de interromper ou reverter a doença de Creutzfeldt-Jakob. O atendimento é voltado principalmente ao controle dos sintomas, à prevenção e ao manejo de complicações e ao suporte ao paciente. Familiares e cuidadores também recebem acompanhamento durante a evolução da enfermidade.
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No Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento é baseado em cuidados de suporte e conta com serviços de referência para doenças raras. Segundo o Ministério da Saúde, existem 60 serviços de referência para investigação, confirmação diagnóstica e tratamento. Desde 2005, a pasta registrou cerca de 2,5 mil notificações de casos suspeitos da doença no país.



