O líder da Oposição na Câmara dos Deputados, deputado federal Zucco (PL), afirmou que o Brasil vive uma crise institucional sem precedentes, marcada pela entrega de territórios ao controle de facções criminosas e pela omissão do governo federal diante do avanço do crime organizado.

Segundo o parlamentar, a situação representa uma “abolição violenta do Estado de Direito”, com a substituição do poder legítimo do Estado por estruturas criminosas que impõem suas próprias leis e subjugam a população.
“O Estado perdeu o controle”, diz Zucco
“Hoje, o crime organizado não atua apenas nas periferias. Ele já domina destinos turísticos, regiões de produção rural e cidades de todos os tamanhos: pequenas, médias e grandes. O Estado perdeu o controle sobre áreas onde as facções cobram pedágio de comerciantes, vendem gás de cozinha e internet a preços extorsivos, e impõem regras de convivência pela força das armas. É um regime de terror dentro do território nacional”, declarou Zucco.
O deputado destacou que centenas de famílias têm sido expulsas de suas casas sob ameaças e coerção. “Essas pessoas acordam todos os dias sem saber se poderão continuar morando onde estão. Muitas são obrigadas a abandonar tudo o que construíram porque o crime decidiu que aquele território tem novo dono. É uma forma de deslocamento forçado, uma tragédia silenciosa e cotidiana”, afirmou.
Parlamentar aponta colapso da cidadania
Segundo Zucco, as facções delimitam seus domínios com barricadas, impedindo a entrada de ambulâncias, viaturas e até de transportes por aplicativo. “Onde o Estado não entra, o crime reina. E o resultado é o colapso da cidadania: sem segurança, sem saúde, sem escola, sem liberdade. O governo Lula assiste a tudo isso de braços cruzados, como se não fosse problema seu”, criticou.
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Base constitucional do pedido
O líder da Oposição argumenta que a omissão do governo configura violação direta do artigo 85 da Constituição Federal, que define como crime de responsabilidade os atos do presidente que atentem contra a existência da União, a guarda dos bens e direitos do Estado, o livre exercício dos poderes constitucionais e o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais pelos cidadãos.
“Permitir que o crime organizado substitua o Estado em regiões inteiras do país é atentar contra a própria soberania nacional. É uma ruptura da ordem constitucional, e o presidente precisa responder por isso”, declarou.
Crítica à postura do Planalto
Zucco acrescentou que o governo federal, em vez de enfrentar o problema, prefere maquiar a realidade. “O Planalto está mais preocupado em preservar sua imagem internacional do que em proteger o povo brasileiro. Enquanto isso, o país vive dividido entre o Brasil governado e o Brasil dominado. O primeiro faz propaganda; o segundo vive sob o medo”, afirmou.
“O Parlamento deve reagir”
O parlamentar concluiu dizendo que o Congresso precisa reagir à omissão do Executivo. “Não podemos normalizar o avanço das facções nem aceitar que o governo assista passivamente à destruição da soberania nacional. A ausência do Estado é um ato político, e esse ato tem responsáveis. O presidente Lula deve explicações ao Congresso e ao povo brasileiro, porque o Brasil está sendo entregue ao crime organizado”, finalizou.



